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Governo fica em alerta após aumento dos casos de picadas de escorpiões no Paraná

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Governo fica em alerta após aumento dos casos de picadas de escorpiões no Paraná
Autor No Paraná, existem vários tipos de escorpiões nativos, como o marrom (Tityus bahiensis) - Foto: Divulgação - Foto: Reprodução

Após epidemia em algumas cidades  e aumento significativo do número de casos de pessoas picadas por escorpiões nas últimas semanas no Estado, inclusive com a morte de duas crianças, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná está em alerta e divulgou comunicado à população destacando a importância sobre cuidados para evitar acidentes com animais peçonhentos e, em caso de picadas de aranhas, escorpiões e serpentes, por exemplo, para a necessidade de procurar assistência médica com a maior urgência. 

Segundo a Sesa, nos oito primeiros meses de 2017 foram registrados 800 casos de picadas por escorpiões no Paraná, a maioria crianças, e em setembro os registros de casos dessa natureza apresentaram uma frequência acima da média. 
As regionais de saúde de Maringá (168), no norte do Paraná, Paranavaí (107), no noroeste do Estado, e Ponta Grossa (90), na região dos Campos Gerais, foram as que mais registraram casos desa natureza.

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Centro de controle
O governo do Paraná mantém em Curitiba o Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná (CCE) para orientar a população e profissionais de saúde sobre os encaminhamentos quando necessário. O serviço tem atendimento 24 horas pelo telefone 0800 410 148.

“A agilidade em administrar o soro antiveneno em acidentes com peçonhentospode fazer a diferença entre a vida e a morte. A orientação fornecida por telefone pode auxiliar na identificação da gravidade do caso e indicar o melhor encaminhamento”, explica a chefe da Divisão de Vigilância em Zoonoses e Intoxicações, Tânia Portella Costa.

De acordo com ela, os centros de informações e assistência em toxicologia, como o CCE, prestam atendimento em envenenamentos e fornecem consultoria em urgências toxicológicas, animais peçonhentos e venenosos através de plantão telefônico 24 horas. Esse suporte auxilia os profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento além de fornecer informações gerais e de prevenção para a população.

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No Paraná, os antivenenos estão disponíveis na rede de saúde através das 22 regionais da Secretaria de Estado da Saúde e, ao todo, existem 212 centros de referência para aplicação dos soros.

Precauções
Uma das orientações para evitar acidentes com animais peçonhentos é não acumular entulhos e lixo, o que facilita o esconderijo e a proliferação desses animais. A superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordelini, chama a atenção para o risco a que estão sujeitos principalmente crianças e idosos.

“As crianças são mais sensíveis à toxidade do veneno pela baixa massa corpórea e os idosos por sua fragilidade física. No entanto, o risco aos acidentes é comum para todos, o que demanda cuidados e prevenção”, ressaltou.

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Números
Em 2016, o Paraná registrou mais de 14 mil acidentes com animais peçonhentos, sendo que as picadas de escorpiões somaram 1.738 casos. Neste ano, de janeiro a setembro (dados preliminares), já foram computados 924 acidentes com escorpiões. No mesmo período de 2016, o Paraná registrou 990 casos.

Escorpiões
 No Paraná, existem vários tipos de escorpiões nativos, como o marrom (Tityus bahiensis, Tityus costatus, Ananteris sp) e o pretinho, do gênero Bothriurus, espécies que não apresentam acidentes graves. No entanto, a partir da década de 1980 foi introduzido no Estado o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), espécie de maior periculosidade, sendo o principal causador dos óbitos, principalmente em crianças.

Segundo o biólogo da Secretaria da Saúde, Emanuel Marques da Silva, o escorpião amarelo é uma espécie que se reproduz com rapidez. “É uma espécie generalista com grande capacidade de adaptação a ambientes alterados, como os ambientes domiciliares e seu entorno. A presença de apenas um exemplar pode provocar a infestação, porque a fêmea se reproduz de forma assexuada (partenogênose), sem a necessidade do macho”, explicou.

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A espécie prefere se proteger em ambientes quentes e úmidos, saindo para caçar e se alimentar. No ambiente domiciliar o escorpião amarelo se abriga sob madeiras velhas, lenha, telhas, tijolos, restos de construção, entulhos e principalmente frestas em calçadas, muros e paredes.

“O lixo domiciliar mal acondicionado, restos de alimentos e sujeira nos domicílios atraem insetos, como baratas e outros que são alimentos dos escorpiões. Dessa forma, estes animais têm abrigo, alimento e água no entorno das habitações”, detalha o biólogo.

Para evitar acidentes, é importante que as pessoas removam materiais desnecessários, mantenham o lixo domiciliar acondicionado de forma adequada e fechem as frestas para que os escorpiões não se instalem e se reproduzam nas casas.

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Veja algumas orientações para prevenir
acidentes com animais peçonhentos
Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem;
Examinar calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las;
Afastar camas e berços das paredes;
Não deixar que lençóis ou cobertores sobre a cama e berço encostem no chão. Aranhas e escorpiões podem utilizá-los como apoio para subir e se abrigar entre tecidos e travesseiros;
Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção;
Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
Utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;
Manter limpos os locais próximos das residências, jardins, quintais, paióis e celeiros.
Em caso de dúvidas, ligue para o telefone 0800 410148 (Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná).

Veja abaixo vídeo de ataque do escorpião mais venenoso do mundo


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