Cotidiano

PF mira crimes na CEF e cumpre 56 mandados no PR, SC e PB

Da Redação ·
PF deflagra operação na manhã desta sexta-feira (15) para prender suspeitos de crimes na CEF - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
PF deflagra operação na manhã desta sexta-feira (15) para prender suspeitos de crimes na CEF - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Policiais federais deflagraram operação na manhã desta sexta-feira (15) para prender suspeitos de crimes contra a Caixa Econômica Federal (CEF) em cidades do Paraná, Santa Catarina e da Paraíba. A PF mira uma quadrilha que furtava dinheiro de contas poupança de clientes do banco. O esquema tinha participação de um funcionário da CEF. Segundo a PF, a operação foi batizada de "Duas Caras" em referência a atuação do funcionário da Caixa investigado, que “age de um jeito ou de outro dependendo com quem está”.

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No total, foram expedidos 56 mandados judiciais, sendo 23 de busca e apreensão, seis de prisão preventiva, sete de prisão temporária, seis de sequestro de bens e um mandado de suspensão do exercício da função pública por equiparação.

Segundo a PF, entre os crimes investigados estão furto qualificado, estelionato qualificado, peculato, que é quando um funcionário público se apropria de valor ou bem público, uso de documento falso, falsificação de documento público e associação criminosa.

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O esquema
Policiais federais detalharam que o funcionário da CEF pesquisava e identificava contas poupança de clientes com grandes saldos e que não apresentavam histórico de retiradas. Ele repassava os dados dos clientes ao líder do grupo criminoso.

Este, por sua vez, pedia a emissão de documentos falsos e complementava os demais dados necessários com outros integrantes do grupo, que geralmente tinham acesso a banco de dados, em razão de suas profissões.

Em seguida, os investigados entravam em contato com a central de cartões da Caixa e, se passando pelos clientes, informavam a “falsa” perda do cartão para gerar outro.

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Os cartões eram retirados nos centros de distribuição dos Correios com uso de documentos falsos. Depois, os criminosos faziam uma série de saques nos caixas eletrônicos, compras em débito automático e saques e transferências na boca do caixa até que o dinheiro nas contas acabasse.

PF vai repassar mais informações ao final da operação.