Cotidiano

Polícia Civil usa drone para monitorar jogo de futebol no Paraná

Da Redação ·
O drone foi utilizado pela primeira vez durante um jogo clássico entre os times rivais do Estado: Atlético Paranaense e Coritiba. Foto: Assessoria
O drone foi utilizado pela primeira vez durante um jogo clássico entre os times rivais do Estado: Atlético Paranaense e Coritiba. Foto: Assessoria

A Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe) inaugurou um novo recurso tecnológico de monitoramento para grandes eventos e partidas de futebol, na manhã do último domingo (10). O drone – equipamento aéreo não tripulado – foi utilizado pela primeira vez durante um jogo clássico entre os times rivais do Estado: Atlético Paranaense e Coritiba.

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O equipamento foi doado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), com o intuito de reforçar a segurança da população. O drone monitorou o deslocamento de ambas as torcidas até o estádio de futebol, bem como durante a partida. 

Inclusive sobrevoou dentro do campo, e gravou online tudo o que acontecia, principalmente nas áreas de torcidas organizadas.O delegado-titular da especializada, Clóvis Galvão, informa que tal tecnologia só foi possível devida a nova regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a qual prevê o uso do equipamento pelas forças de segurança de pública, permitindo o sobrevoo em áreas de tumulto e aglomeração. Galvão afirma ainda que agora, com a utilização do equipamento autorizada pela Anac, a expectativa é que seja possível monitorar todo o perímetro de grandes eventos, seja um jogo de futebol de alto risco de confronto entre torcidas, dentre outros eventos que reúnem milhares de pessoas. 

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“Por meio das imagens captadas com o drone, é possível dar início a trabalhos de investigação de uma forma mais minuciosa. No caso de tumulto em partidas de futebol, é possível ainda comprar imagens com o banco de dados de torcedores que temos na Demafe”, acrescenta. O delegado ressalta que o avanço tecnológico só tem a somar com as forças policiais. “Agora a Demafe tem que o ônibus da delegacia na parte terrestre e o drone monitorando tudo pelo ar”, finaliza Galvão.