Cotidiano

Queimadas atingem os Parques de Vila Velha (PR) e da Serra do Rola Moça (MG)

Da Redação ·
Estudos indicam que o mês de setembro é o mais crítico em relação às queimadas  - Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Estudos indicam que o mês de setembro é o mais crítico em relação às queimadas - Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Um incêndio ambiental de grandes proporções no Parque Estadual de Vila Velha, no município de Ponta Grossa, região dos Campos Gerais do Paraná, exigiu mobilização de mais de 40 membros do Corpo de Bombeiros, entre oficiais efetivos e alunos do curso de formação, para controlar o fogo na segunda-feira (4). Já em Minas Gerais, 130 bombeiros e brigadistas voltaram a  combater nesta terça-feira (5) um incêndio que atinge o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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Segundo o major Hemerson Saqueta, comandante do 2º Grupamento de Bombeiros (GB) de Ponta Grossa, as chamas no Parque de Vila Velha ficaram fora de controle e, por isso, foi necessário o deslocamento de grande parte da tropa da corporação.  

O Corpo de Bombeiros confirmou que funcionários do parque estadual realizavam uma queima controlada de uma área – atividade rotineira dos trabalhadores para incentivar o nascimento da flora nativa – quando o vento espalhou as chamas para outras partes do parque.

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Após controlar as chamas, os bombeiros precisaram ainda terminar de apagar o incêndio e realizar o resfriamento da área, para que o fogo não voltasse a ganhar grandes proporções.

Minas Gerais
Já em Minas Gerais, 130 bombeiros e brigadistas voltaram a  combater nesta terça-feira (5) um incêndio que atinge o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Aviões e helicópteros também estão mobilizados. Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a unidade de conservação é a terceira maior localizada em área urbana do País.

As chamas chegaram perto de casas do condomínio Retiro das Pedras, em Brumadinho. De acordo com a tenente Andréa Coutinho, a área atingida pelo incêndio é de difícil acesso, e as equipes somente conseguem chegar de helicóptero ao local de combate.

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“É uma área que a gente chama de campo rupestre, ou seja, é uma vegetação muito leve entre pedras. Então, o fogo se propaga de uma maneira muita rápida. E hoje a gente está com mais um fator que ajuda nessa propagação, que é o vento muito forte”, detalhou.

Ainda de acordo com o Corpo Bombeiros, ainda não há informações sobre a estimativa da área destruída por esse incêndio. Conforme a tenente, as causas ainda estão sendo apuradas, mas, segundo ela, possivelmente, as chamas tenham sido provocadas pelo homem. Dados da corporação apontam que 99% dos incêndios tem causas humanas.

Setembro é o mês mais crítico
Estudos indicam que o mês de setembro é o mais crítico em relação às queimadas. “Setembro é a época do ano em que a temporada de queimadas atinge seus níveis mais extremos. E, neste período, as chuvas são também menos frequentes nessas regiões onde ocorrem incêndios ambientais”, afirma o biólogo Giuseppe Porto.

Mato Groso lidera
De acordo com o Inpe, o estado do Mato Grosso liderou o ranking de queimadas no país em 2016, com mais de 15 mil focos de calor registrados nos primeiros oito meses do ano, número 45% maior se comparado também ao mesmo período de 2015. “Os impactos ambientais são enormes. Além de destruir toda a vegetação local, os incêndios também afetam a fauna”, ressalta o biólogo.