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Por risco de câncer em talco, Johnson & Johnson é condenada a pagar R$ 1,3 bilhão 

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Processo por conta do uso de talco da Johnson & Johnson rendeu indenização milionária - Foto: InfoMoney
Processo por conta do uso de talco da Johnson & Johnson rendeu indenização milionária - Foto: InfoMoney

A empresa multinacional Johnson & Johnson foi condenada a pagar US$ 417 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) a uma mulher que alegou ter desenvolvido câncer de ovário após usar o tradicional talco de bebê da empresa, conforme decisão judicial anunciada na segunda-feira (21) nos Estados Unidos.

A ação indenizatória foi movida por Eva Echeverria, de Los Angeles e a decisão é o maior valor já concedido em processos contra a Johnson & Johnson no país. Ela argumentou no tribunal que a empresa falhou ao não informar de forma correta os consumidores sobre os riscos de desenvolver câncerao utilizar o talco.

Eva fez uso do talco Johson $ Johnson cotidianamente dos anos 1950 até 2016 e foi diagnosticada com câncer de ovário em 2007, confome documentos repassados à corte norte-americana. No processo, ela alegou que desenvolveu a doença "como um resultado da natureza excessivamente perigosa e defeituosa do talco em pó".

A sentença inclui US$ 70 milhões (cerca de R$ 220 milhões) em compensações e US$ 347 milhões (cerca de R$ 1,09 bilhão) em multas, disse uma porta-voz dos advogados de Eva. A decisão final ocorreu após julgamentos que resultaram em mais de US$ 300 milhões (cerca de R$ 943 milhões) em multa contra a Johnson & Johnson no estado norte-americano do Missouri.

Eva Echevarria vai receber R$ 1,3 bilhões após ganhar processo
contra a Johnson & Johnson Foto: Robinson Calcagnie/Inc/AP

Acusação
Os advogados de Eva acusaram a empresa durante o julgamento de estimular mulheres a usarem seus produtos de talco, apesar de anos de estudos comprobatórios que associamdiagnósticos de câncer de ovário e mortes ao uso de talco genital.

Empresa vai recorrer
Já os advogados da Johnson & Johnson contra argumentaram alegando usque diversos estudos científicos, bem como agências federais, incluindo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, não mostraram que esses produtos são cancerígenos. 

"Vamos recorrer da decisão porque somos guiados pela ciência, que apoia a segurança do Johnson's Baby Powder", frisou o porta-voz da empresa, Carol Goodrich.

Com informações da CNN

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