Cotidiano

Corpo de mulher é conservado na esperança reviver no futuro 

Da Redação ·
Corpo foi colocado num recipiente com 2.000 litros de nitrogênio  - Foto: Reprodução
Corpo foi colocado num recipiente com 2.000 litros de nitrogênio - Foto: Reprodução

Uma fundação da China anunciou nesta semana ter produzido com êxito a primeira criogenização de um corpo humano completo na China, na esperança de trazê-lo de volta à vida, assim que a evolução da medicina possibilitar. 

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De acordo com jornal China Daily, o primeiro procedimento de criogenia no país foi realizado pela Fundação Yinfeng, na província de Shandong, no leste da China. O procedimento foi iniciado menos de cinco minutos depois de o coração de uma mulher chamada Zhan Wenlian parar de bater e os médicos declararem que a mulher estava morta. 

Aaron Drake, especialista da norte-americana Alcor Life Extension Foundation, e médicos do Hospital Qilu, da Universidade de Shandong, colocaram Zhan em um sistema de apoio vital. 

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O corpo da mulher foi transportado para um laboratório de um instituto afiliado à Fundação Yinfeng, onde foram injetados produtos químicos com a finalidade de proteger as suas células de danos durante o processo de congelamento. 

2000 litros de nitrogênio
Em seguida o corpo foi colocado num recipiente com 2.000 litros de nitrogênio líquido, a uma temperatura de 190 graus abaixo de zero. Zhan, que tinha 49 anos e trabalhava num banco estatal em Jinan, a capital da província de Shandong, sofria de câncer no pulmão, e o seu esposo pediu à Yinfeng para que fizesse a criogenização do corpo. 

Radicado em Jinan, o grupo Yinfeng Biological Group é uma empresa privada especializada na investigação e desenvolvimento de células humanas e nas tecnologias de armazenamento de órgãos.  "Gui disse que gostaria de tentar rever a sua esposa no futuro, apesar de saber que isso não acontecerá em curto espaço de tempo. Creio que o amor pela sua esposa foi o fator mais importante da sua decisão", disse Kong Fei, membro da fundação Yinfeng. 

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Altos custos
A entidade assumirá todos os gastos com o procedimento e armazenamento, acrescentou Kong, ressaltando que o custo será "muito alto", apesar de não detalhar o valor. 

"Esperamos que o corpo seja armazenado durante várias décadas e podemos avaliar a sua condição depois de um certo período", observou. Kong afirmou ainda que a fundação vai continuar aceitando pedidos para realizar criogenia, mas não manterá muitos corpos por conta dos altos custos do procedimento.