Cotidiano

Dois professores da UEM são investigados por assédio sexual

Da Redação ·
Investigações de assédio sexual provocaram uma série de protestos de estudantes da UEM - Foto: Carol Paes e Júlia Sincero/Divulgação
Investigações de assédio sexual provocaram uma série de protestos de estudantes da UEM - Foto: Carol Paes e Júlia Sincero/Divulgação

Dois professores do Departamento de História (DHI) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), na região norte do Paraná, são investigados por suspeita de assédio sexual, de acordo com a própria instituição. Desde outubro de 2016 o processo administrativo contra ambos corre sob sigilo, de acordo com o portal G1.

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Os investigados prestaram depoimento a uma comissão formada por três docentes – duas mulheres e um homem –, na primeira semana de agosto. Os dois professores têm até o final deste mês para apresentar a última defesa, por escrito, através de seus advogados. Em uma página no Facebook, em que pessoas de todo o Brasil relatam assédio dentro de universidades, há pelo menos dois relatos que citam abusos praticados pelos professores da UEM.

'Ele sempre me assediou'
O relato de uma universitária, de fevereiro de 2016, conta que um dos investigados, denunciado diversas vezes na página, a assediou quando ela ainda era caloura. "Ele sempre me assediou e eu sempre tive nojo, mas como era caloura fiquei na minha. Hoje, eu cortei qualquer relação com ele, mas falava coisas horríveis para mim, coisas que imaginava fazer comigo', afirma um trecho da postagem.

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A denúncia anônima também revela que a situação aconteceu com mais estudantes. "Muitas estão em silêncio. Porém, basta. É hora de colocarmos esse cara na rua", conclama .

Sequência do processo
A universidade já ouviu denunciantes e testemunhas de acusação e defesa. Os integrantes da comissão trabalham na investigação paralelamente à atuação como docentes, em outros departamentos da instituição. Eles se reúnem em meio período de trabalho, duas vezes por semana, desde fevereiro deste ano.

Depois de apresentada a defesa, a comissão terá prazo de 60 dias para concluir o relatório final da investigação – previsto para ser apresentado na última semana de outubro –, que deve apontar se houve ou não comprovação do assédio sexual. Em caso positivo, o relatório também apresentará as punições aos servidores.

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Onda de protestos
As investigações provocaram uma onda de protestos de estudantes. Uma delas é a mostra fotográfica "Professor abusador: assédio e violência de gênero nas universidades", organizada por duas acadêmicas da UEM.

Em outra forma de protesto na universidade, sem autoria expressa, foram espalhados cartazes em blocos da UEM com fotos de dois professores da instituição sendo "procurados" por terem cometido assédio.