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Preço do milho preocupa na região

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​A movimentação no campo tem sido grande na regional da Seab de Ivaiporã com o avanço da colheita segunda safra de milho. Foto: Reprodução
​A movimentação no campo tem sido grande na regional da Seab de Ivaiporã com o avanço da colheita segunda safra de milho. Foto: Reprodução

A movimentação no campo tem sido grande na regional da Seab de Ivaiporã com o avanço da colheita segunda safra de milho. O Departamento de Economia Rural (Deral) projeta produção de 237 mil toneladas distribuídas em uma área de plantio de 47 mil hectares. O volume é 92,68 % superior ao da temporada anterior, quando foram colhidas 123 mil toneladas em área de 45,2 mil hectares. 

A previsão de rendimento nessa safra é para 5 toneladas por hectare, quase o dobro dos contra 2,7 toneladas por hectare em 2016. Se a produção vai bem, o baixo preço do grão tem preocupado os agricultores. Ontem a saca do cereal era comercializada na região a R$ 17. O valor é o menor desde 2010, quando estava em R$ 13,11. De acordo com o agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti, a colheita mantém o ritmo do ciclo passado, e chega a 70% da área plantada. 

“As primeiras áreas semeadas em março foram mais favorecidas, pois pegaram todo o período de chuvas, do plantio ao desenvolvimento. Quem plantou depois, já teve problemas porque pegou a granação e foi atingido pela geada”.

Conforme Empinotti, no geral as primeiras colheitas apresentavam resultados de 270 a 320 sacas por alqueire, porém, com o avanço da colheita diminuiu para aproximadamente 170 a 230 sacas por alqueire. “Na agricultura um mês dá uma diferença significativa nos resultados finais”, assinala Empinotti. 

Preços
Segundo o agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti, a preocupação no momento são preços baixos do milho, que estão interferindo no lucro do produtor.

“A oferta de grãos está grande e pressiona o valor pago pela saca de 60 quilos. Quem está colhendo abaixo de 230 sacas não vai conseguir cobrir o custo de produção”, opina Empinotti. 

O mercado do milho hoje caiu mais da metade na comparação com o preço médio de agosto de 2016, quando a saca estava cotada em R$ 35,57, o recuo é de 56,91%. Empinotti, comenta que além da expressiva oferta, o valor do cereal é puxado para baixo pelo comportamento do mercado internacional e pela cotação do dólar. “Com o recuo da moeda norte-americana frente ao real, o grão foi depreciado”, completa Empinotti. 


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