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Mãe adotiva abandona duas crianças de 8 e 9 anos em escola de Maringá

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Conselho Tutelar levou os irmãos provisoriamente para um abrigo de Maringá - Foto: Prefeitura de Maringá/Divulgação
Conselho Tutelar levou os irmãos provisoriamente para um abrigo de Maringá - Foto: Prefeitura de Maringá/Divulgação

Uma mulher abandonou os dois filhos adotivos na Escola Municipal Pioneiro Geraldo Meneghetti de Maringá, no norte do Paraná, relatou na quarta-feira (2) o Conselho Tutelar Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente. A mãe adotiva, que também é tia das crianças, deixou os pequenos, na escola, onde estão matriculadas, e disse que não voltaria para buscá-las, segundo conselheiros tutelares.

Ela tentou justificar a decisão alegando que estava com dificuldades para impor disciplina e criar as crianças. A menina de 9 anos e o menino de 8 anos foram encaminhados provisoriamente para um abrigo.

Um boletim de ocorrência foi registrado na quarta-feira na Delegacia de Maringá por abandono de incapaz e maus-tratos, pois, de acordo o conselho, as crianças tinham marcas de agressões e estavam com as cabeças infestadas de piolhos. 

Nesta quinta-feira (3), os irmãos farão exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) do município.

"Uma das crianças está com uma marca bem vermelha nas costas porque a mãe deu uma paulada. Eu perguntei ela sobre isso, e me disse que realmente bate nelas", relatou a conselheira tutelar Ivanete Tramarin Pittarelli.

Conforme a conselheira, no ano passado, a mulher procurou ajuda para conseguir vaga em uma escola integral para os irmãos.

 "Na época conseguimos a transferência, porque ela estava com dificuldades por morar sozinha com as crianças, e também requisitamos acompanhamento pisciológico para a família", lembra.

Adoção
Ivanete acrescenta ainda que algumas famílias procuraram o Conselho Tutelar querendo adotar os irmãos. Entretanto, ela explica que os interessados precisam fazer um cadastro na Vara da Infância e Juventude de Maringá. 

"Primeiro foram abandonadas pela mãe biológica e agora têm que enfrentar mais essa situação tão difícil imposta pela vida, apesar de tão pouca idade", finaliza a conselheira tutelar.

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