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Menino de 9 anos deixa o cabelo crescer para doar à criança desconhecida com câncer

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Kevin com a mãe, Adriana, e a avó paterna, Isabel Marcondes: exemplo de solidariedade - Foto:  Rede Sul de Noticias
Kevin com a mãe, Adriana, e a avó paterna, Isabel Marcondes: exemplo de solidariedade - Foto: Rede Sul de Noticias

Com apenas nove anos de idade, Kevin Emanuel Marcondes deu um grande exemplo de amor ao próximo e  de solidariedade em entrevista concedida à  jornalista Cristina Esteche, do portal Rede Sul de Noticias, de Guarapuava (região central do Paraná).  Loiro, olhos claros, cabelos compridos, um olhar meigo que cativa, um rosto angelical. Assim é o tipo físico do menino que revelou um sonho : ajudar uma criança desconhecida portadora de câncer. 

Para essa finalidade, Kevin deixou o cabelo crescer e agora quer cortá-lo e doá-lo a uma criança que precise de peruca. Antes, no entanto , precisa da parceria de alguém que confeccione o acessório que ele mesmo quer entregar. “Eu quero conhecer essa criança, conversar com ela e deixá-la feliz”, afirma Kevin.

Mas o que motivou o menino paranaense a tomar essa decisão? Conforme sua mãe, Adriana Marcondes, quando ele tinha cinco anos de idade, a família assistiu um filme onde o personagem principal lutava contra leucemia. 

“O Kevin perguntou porque o menino estava careca e expliquei a ele sobre a doença, o tratamento e a queda do cabelo”. De acordo com Adriana, a partir de então a criança pediu para deixar o cabelo crescer. “Deixei um pouco, mas cortei porque na escola os meus amigos gozavam de mim, me chamavam de menininha”, conta.

A mãe, Adriana, com Kevin: orgulho da iniciativa do filho  
Foto:  Rede Sul de Noticias

Bullying na escola
Porém, segundo o pai, Leandro Marcondes, o desejo de ajudar o próximo falou mais alto e Kevin voltou a deixar o cabelo crescer. “Faz mais de três anos que ele está sem cortar, mesmo sofrendo bullying na escola e em outros lugares. Além dos amigos, ele sofreu bullying por parte de uma professora da escola e também da catequese”, afirma. 

“Cada vez que o Kevin chega em casa e nos conta o que falam pra ele nós conversamos e o incentivamos a não se incomodar e realizar o seu desejo”, acrescenta Leandro. “Eu jogo num time de futebol e meus amigos ainda tiram sarro porque tenho o cabelo comprido”, relata o menino. 

Ser pediatra quando crescer
Tão logo Kevin encontre uma criança que esteja passando por tratamento oncológico, precise de uma peruca e alguém que se proponha a fazê-la, Kevin cortará o cabelo. “Quero fica uns dois ou três meses com o cabelo curto e depois deixar crescer novamente para fazer mais crianças felizes. Quando eu crescer? Eu quero ser pediatra”, diz, antes de sair correndo para brincar na rua onde mora, no Jardim Califórnia, em Guarapuava. “Ele tem um coração puro. É lindo por dentro e por fora”, destaca a avó paterna, Isabel Marcondes.

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