Cotidiano

Médica absolvida da acusação de antecipar mortes em UTI ganha ação milionária contra hospital 

Da Redação ·
Médica Virgínia Helena Soares de Souza com o advogado Guilherme Assad de Lara - Foto: Rede Massa
Médica Virgínia Helena Soares de Souza com o advogado Guilherme Assad de Lara - Foto: Rede Massa

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, na segunda-feira (19), que o Hospital Evangélico de Curitiba terá que pagar uma indenização para a médica e ex-chefe da UTI Virgínia Helena Soares de Souza, demitida após ser acusada pela polícia de antecipar a morte de pacientesque estavam sob os cuidados dela na instituição.  No processo, que ainda irá para fase de cálculos oficiais, os advogados dela reivindicaram verbas que não foram pagas durante os anos em que ela prestou serviços ao hospital. 

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O advogado da médica, Guilherme Assad de Lara, explica que a estimativa, em cálculos prévios, é de que o valor a ser ressarcido à Virgínia chegue a R$ 4 milhões em verbas de FGTS, 13º salários, férias e horas extras não pagas. 

De acordo com Assad, a ex-chefe da UTI prestou serviços ao Evangélico por mais de vinte anos, sem carteira assinada. Ela trabalhava como Pessoa Jurídica e emitia notas fiscais, no entanto, a justiça trabalhista reconheceu que ela tinha sim vínculo empregatício com a instituição. 

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Absolvição criminal
ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico, e mais seis funcionários da instituição, foram absolvidospela 2ª Vara do Tribunal do Júri na ação que apura a morte de pelo menos sete pacientes entre 2006 e 2013. Ela também foi inocentada pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná.