Cotidiano

Sonda da NASA revela que Júpiter tem ciclones e forte magnetismo; veja vídeo

Da Redação ·
Imagem feita pela sonda espacial Juno, da NASA,  mostra o pólo sul de Júpiter a uma distância de 52.000 quilômetros - Foto: NASA
Imagem feita pela sonda espacial Juno, da NASA, mostra o pólo sul de Júpiter a uma distância de 52.000 quilômetros - Foto: NASA

A sonda norte-americana Juno, que iniciou em 2016 a primeira trajetória ao redor do maior planeta do Sistema Solar, possibilita aos cientistas observarem Júpiter de uma outra perspectiva, atendendo à órbita extremamente elíptica do "gigante gasoso". 

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A Juno mostrou que ospolos de Júpiter são recobertos por ciclones, alguns com até 1.400 quilômetros de diâmetro, e o planeta apresenta um forte campo magnético, cerca de dez vezes maior que o da Terra. Os primeiros resultados da missão Juno, da Nasa, revelam que o maior planeta do sistema solar é composto de uma atmosfera caótica, turbulenta e apresenta estruturas surpreendentes, que jamais haviam sido vistas em gigantes gasosos próximos ao Sol.

Júpiter é formado por camadas de nuvens que estão agrupadas em zonas específicas e têm um campo magnético muito intenso que quase alcança a órbita de Saturno. “Não esperávamos que precisássemos dar um passo atrás e começar a repensar esse planeta como um Júpiter completamente novo”, afirmou o astrônomo Scott Bolton, do Southwest Research Institute em San Antonio (SwRI), nos Estados Unidos, líder da missão Juno, em comunicado divulgado pela NASA.

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Sonda da NASA revela que Júpiter tem ciclones e forte magnetismo; veja vídeo - Vídeo por: Reprodução

Conforme astrônomos, além de revelarem que Júpiter é muito diferente do que o previsto, os novos dados oferecem pistas da formação de nosso sistema solar e seus planetas. O objetivo da missão Juno é desvendar a formação e composição de Júpiter, informações que podem  explicar outros fenômenos vistos em planetas ao redor do Sol.

A equipe de pesquisadores liderada por Bolton analisou imagens dos polos caóticos do planeta, feitas pela JunoCam, uma câmera de alta resoluçãoque, junto a oito instrumentos científicos, está enviando dados de Júpiter para o centro de controle da missão. As primeiras imagens reveladas pela sonda já mostravam auroras boreais, tempestades e atividades climáticas que jamais haviam sido vistas pelos astrônomos. 

Próxima aproximação
A próxima aproximação que Juno fará de Júpiter será em 11 de julho e a sonda deve sobrevoar a Grande Mancha Vermelha do planeta. O objetivo dos pesquisadores é que os instrumentos científicos da sonda sejam capazes de captar dados suficientes para descobrir o que forma essa estrutura ainda misteriosa.

As informações são do portal da NASA