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Após um ano, jovem que tentou matar Trump é solto

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Foto: News Group / News Paper
Foto: News Group / News Paper

No ano passado, o jovem Michael Sandford, um britânico de 21 anos, foi preso em Las Vegas, após tentar pegar a arma de um policial e atirar contra o até então candidato, Donald Trump. Sua tentativa falhou, mas ainda assim, Michael foi preso.

Em entrevista exclusiva para o The Sun, o jovem revela que vozes em sua cabeça mandavam ele matar Trump.

De volta a Dorking, sua terra natal, Michael afirmou que seus episódios psicóticos eram frequentem e que nem sua mãe, Lynne, faziam com que ele se acalmasse, muito menos conseguiu impedir que ele viajasse até o estado de Nevada, nos EUA, para confrontar o candidato.

Segundo Michael, ele estava a menos de 6 metros de Trump, podendo facilmente atirar e matar o presidente norte americano em público. “Meus amigos me diziam que Trump precisava ser parado. Mas foram as vozes que me pediram para matá-lo.” diz Michael.

O jovem, que tinha uma namorada americana que conheceu na Grã-Bretanha, voou até Vegas no intuito de satisfazer o desejo de suas vozes mentais.

A mãe de Michael, nada pode fazer, mesmo alegando que seu filho sofria de doenças mentais graves, como depressão, ansiedade e até mesmo anorexia, com quadros psicóticos, não conseguiu impedir que o rapaz voasse sozinho. “Conversamos com o serviço de saúde mental com a polícia, mas nada pode ser feito e Michael conseguir viajar.” complementa Lynne, que hoje luta para que as leis sejam mais rigorosas em casos similares ao seu e de seu filho.

Foto: News Group / Newspapers

Michael, que também sofre de transtorno obsessivo compulsivo e síndrome de Asperger, ensaiou meticulosamente o assassinato. Um dia antes do comício fatídico, ele foi a um centro de campo de tiros, treinar com um pistola Glock 17, mesmo modelo usado pelos oficiais que seguiam Trump.

O dia do comício

Para Michael, as vozes estavam certas. “Elas me mandaram treinar para matar, no fundo eu sabia que havia algo errado, mas até ali, para mim, as vozes estavam certas.” diz ele. “Eu também via animais me atacando e muitas outras coisas.” Continua “Eu fui até o local e fiquei em pé por 9 horas, até que Trump subisse ao palco e eu pudesse matá-lo. Foi então que me aproximei de um guarda e pedi para que Trump me desse um autografo. Eu me abaixei para pegar sua arma, então ela ficou presa em seu coldre, fazendo com que ele me atirasse no chão e o serviço secreto viesse em cima de mim. Pensei que provavelmente eu morreria aquele dia” lembra Michael.

Foto: Associated Press

Ele conta que sua namorada iria com ele ao comício em Las Vegas, ela morava em New Jersey, mas foi chamada para um trabalho em Los Angeles, sendo presa por porte de drogas no caminho. Então Michael, que já havia dirigido mais de 4000 kms até Vegas ficou completamente sozinho. “Me vi sem dinheiro e sem poder pedir auxilio, pois meu visto de visitante de 90 dias, já havia expirado. Morei em meu carro até ser preso.” relata.

O rapaz ainda disse que nunca teve muito interesse por política, nem nunca foi muito ativo. Mas que sua namorada Lauren e amigos, fizeram com que ele tivesse uma grande aversão por Trump, assim suas visões contra o presidente dos EUA, aumentaram cada dia mais.

Michael pegou uma pena muito leve, por aceitar fazer um acordo, onde se declarava culpado das acusações de tentativa de comício. O juiz do caso acabou por entender que Michael era apenas doente e sua pena foi reduzida para um ano e um dia, possibilitando assim que ele pudesse se recuperar de todo o ocorrido.

Ele descreve que nos primeiros dias de prisão não comia e nem dormia. “Só fui melhorar, quando fui medicado.” explica Michael. Na prisão, ele tinha a certeza de que nunca mais veria sua família. Quando chegou a sua terra natal ele não se conteve e descreveu a sensação como algo incrível. “Eu me sinto mal pelo que eu fiz, mas fico mais aliviado que ninguém tenha se ferido.”

Foto: News Group / News Paper

Mas a sua relação com Trump ainda não é das melhores, Michael conta que ainda não gosta do presidente americano. “Não consigo gostar dele ainda, mas depois do que eu passei aprendi que tudo deve ser resolvido pacificamente.” finaliza o jovem. 

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