Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
COTIDIANO

Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas
Autor Santo Sepulcro está em local vulnerável, afirmam cientistas - Foto: National Geographic - Foto: Reprodução

Há alguns meses, após décadas de muitos debates, começaram as reformas no Santo Sepulcro, local que abriga a suposta “cama de pedra” na qual o corpo de Jesus Cristo teria sido colocado depois de morrer na cruz. Durante o período de execução das obras os restauradores aproveitaram para fazer uma série de testes com o propósito de descobrir o máximo possível sobre a história do lugar considerado santo por católicos e ortodoxos.

Conforme Kristin Romey, da National Geographic, após diversos levantamentos e análises,  os engenheiros envolvidos nos trabalhos concluíram que existe um grande risco de que um dos locais mais sagrados do cristianismo entre em colapso e as consequências poderiam ser catastróficas, com o desabamento da edificação com grande significado histórico e religioso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

							Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas
AutorFoto: Reprodução

De acordo com Kristin, os engenheiros acabaram de concluir as reformas na Edícula, a pequena capela que se encontra no interior da Basílica do Santo Sepulcro. Esse pequeno santuário abriga os remanescentes de uma caverna que, desde o século 4 (pelo menos), é venerada pelos cristãos como sendo a tumba de Cristo. A última vez que ele havia passado por reparos foi no século 19, após um incêndio danificar o local.


							Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas
AutorFoto: Reprodução


Túneis e canais podem ceder
No entanto, as análises realizadas durante as obras revelaram que boa parte da Edícula, assim como a rotunda que se encontra ao seu redor, parece ter sido construída sobre as ruínas de estruturas anteriores — e se encontra sobre um extenso emaranhado de túneis e canais que podem ceder. 

Os arqueólogos acreditam que a Basílica foi construída sobre um local onde, há cerca de 2 mil anos, existia uma antiga pedreira de calcário que, com o tempo, passou a abrigar as sepulturas de judeus da elite. Tanto que só na área ocupada pela igreja, pelo menos seis tumbas foram identificadas — além, é claro, do suposto sepulcro de Jesus. Os restauradores frisam que o lugar foi palco de inúmeras construções e desconstruções ao longo dos séculos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

							Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas
AutorFoto: Reprodução

Templo pagão
No ano 70 d.C., Jerusalém foi destruída e, durante a sua reconstrução, Adriano, o imperador romano da época, mandou que um templo pagão fosse construído sobre o lugar que teria abrigado o corpo de Jesus Cristo. Com o fim da perseguição aos cristãos decretado por Constantino no século 4, essa estrutura foi derrubada e, no ano de 326, uma basílica foi erguida para marcar o local de sepultura de Jesus.

Parcialmente destruída
A basílica foi parcialmente destruída durante as invasões persas no século 7, reconstruída parcialmente e novamente derrubada — juntamente com todas as igrejas que existiam em Jerusalém — pelo califa Al-Hakim no início do século 11. Então, em meados desse século, a igreja foi erguida outra vez e a Edícula foi reformada pelos cruzados; a estrutura voltou a passar por alterações no século 16 e início do 19.

Bagunça histórica
A basílica atual se encontra sobre toda essa bagunça histórica e incorpora várias fases anteriores de sua construção. Os engenheiros acreditam, por exemplo, que tanto a rotunda como o domo que protegem a Edícula tenham sido criados a partir da igreja original de Constantino — e possivelmente do templo pagão romano que havia ali antes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

							Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas
AutorFoto: Reprodução

Câmeras robóticas e sistema de radar
Vale ressaltar que os cientistas responsáveis pela reforma usaram câmeras robóticas, sistemas de radar e outras tecnologias para avaliar as condições do local, e descobriram que partes da Edícula se encontram sobre as ruínas de estruturas anteriores ou diretamente sobre o inclinado terreno da pedreira. Os restauradores relatam que a fundação feita de argamassa cedeu devido a décadas de exposição à umidade dos canais de drenagem que estão sob a rotunda.

Alto risco Existem, ainda, outros túneis que correm nas imediações da Edícula e um corredor com aproximadamente 2 metros de profundidade que foi escavado na década de 60 por arqueólogos e fica sob uma laje de concreto que não possui suporte algum — e sobre a qual os visitantes do local formam filas para visitar o sepulcro. Além disso, várias das colunas de 22 toneladas que sustentam o domo da rotunda se encontram sobre uma camada de escombros não consolidados de pouco mais de um metro. 


							Local da tumba de Jesus Cristo pode desabar a qualquer momento, alertam cientistas
AutorFoto: Reprodução

Custo de 6 milhões de euros
Por tudo isso, os cientistas brincam que "o local deve ser sagrado mesmo para não ter desabado ainda". Para resolver tais problemas, os engenheiros propõem a remoção do piso ao redor da Edícula, a injeção de argamassa sobre os escombros que sustentam a fundação e a escavação de uma área de mais de 90 metros quadrados para a instalação de um novo sistema de drenagem. As obras teriam duração de 10 meses e custariam 6 milhões de euros, mas são vitais para a conservação desse local sagrado — e para a segurança dos mais de 4 milhões de pessoas que visitam o Santo Sepulcro anualmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações e fotos são da National Geographic 

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline