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Crateras gigantes na Sibéria podem  explodir; veja vídeos

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Relatórios científicos recentes apontam que crateras na Siberia de quase um quilômetro de diâmetro e profundidade de 30 metros, situadas sobre bolsões de metano, estariam entrando em erupção. Um matéria postada no Siberian Times sugere que 7.000 bolhas de gás subterrâneas apresentam risco de explosões nas penínsulas de Yamal e Gydan como resultado do derretimento do permafrost. O Permafrost – também chamado de Pergelissolo – é um tipo de solo existente na região do Ártico, no extremo norte do planeta. Como sugere a sua etimologia (Perm = permanente + frost = congelado), trata-se de uma espessa camada de solo congelado que, em tese, não se derrete.

A matéria do Siberian Times diferencia essas pequenas bolhas de gás de enormes crateras na paisagem da tundra, mas explica que as enormes crateras são o resultado do explosão do gás metano subterrâneo à medida que o aquecimento global torna a temperatura mais elevada na Terra. Mas há controvérsia científica sobre o assunto. 

"Essas crateras foram descobertas recentemente por cientistas", disse Katey Walter Anthony, cientista radicado Universidade do Alasca, em Fairbanks, que estuda a liberação de metano do permafrost. "Mas isso não significa que elas são novos." 

O permafrost da tundra Siberiana é um tipo de solo que permanece congelado durante todo o ano. Ele bloqueia materiais orgânicos como plantas mortas ( ou os cadáveres de mamutes ) e os conserva. Quando o permafrost derrete, todo esse material orgânico começa a se decompor, como comida deixada muito tempo em um refrigerador quebrado. A decomposição libera dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, todos potentes gases de efeito estufa.

Cratera gigante formada após explosão perto do depósito de gás de Bovanenkovo em 2014. Foto: Vasily bogoyavlensky

Aumento do efeito estufa
Climatologistas concordam que o derretimento do permafrost aumentará os efeitos dos gases de efeito estufa liberados pelas atividades humanas, o que poderia piorar a quantidade de aquecimento do planeta.

Este metano resultante da decomposição de material orgânico antigo não deve ser confundido com hidratos de metano, que são redes de gelo que têm metano preso dentro. A fusão de hidratos de metano é outra preocupação para os climatologistas, porque o seu degelo também poderia liberar mais gases de efeito estufa para a atmosfera.

Enquanto isso, pesquisadores da Academia Russa de Ciências disseram que encontraram milhares de pequenos poços de gás subterrâneos com altos níveis de metano e dióxido de carbono que salpicam a paisagem e estão avaliando esses pontos de estabilidade, informou o Siberian Times. Outro artigo recente afirma que mais de 200 lagos do Ártico estão "borbulhando como jacuzzis" com gás metano.

 Cientistas durante análise de cratera na Rússia - Fotos: Vasily Bogoyavlensky

Explosões
"Existem múltiplas crateras gigantes no fundo da parte ocidental-central do mar de Barents e elas provavelmente são a causa de enormes explosões de gás. É provável que esta zona de crateras seja um dos maiores pontos de fuga de metano marinho no Ártico", informou equipe de pesquisadores russos em um comunicado divulgado recentemente.

Bolhas no mar
Os pesquisadores já adiantaram que as crateras explicam os relatos de vários pescadores da região que afirmam ter visto bolhas no mar, como se a água estivesse fervendo, sem nenhuma razão aparente.

Desaparecimento de navios e Triângulo da Bermudas
A conferência na qual os pesquisadores apresentarão a descoberta, em abril, abordará também os riscos que estas explosões de gás representam para a navegação e se essas explosões e bolhas poderiam ser a causa de naufrágios registrados na região. 

Foto: Vision Times

Especialistas como o cientista Igor Yelstov, do Instituto Trofimuk, na Rússia, chegaram a questionar se um fenômeno parecido não poderia ser o responsável pelo misterioso desaparecimento de navios no Triângulo das Bermudas - a milhares de quilômetros de distância do Mar de Barents. Yelstov disse que várias teorias sugerem que os desaparecimentos de navios nesta área do oceano Atlântico entre Miami, Porto Rico e as Ilhas Bermudas podem ter ocorrido devido à reação dos hidratos de gás do fundo submarino.

Teoria desconsiderada 
Mas Karin Andreassem, da Universidade Ártica da Noruega e também diretora-assistente do Cage (Centre for Arctic Gas Hydrate, Environment and Climate) desconsiderou esta teoria. "Descobrimos muitas crateras grandes no fundo da região central do mar de Barents. Análises sugerem que a liberação de gás metano, quando o gelo recuou após a última Era do Gelo, formou estas crateras. Ainda temos que publicar estes resultados, então é tudo preliminar. O que posso dizer é que não estamos fazendo nenhuma ligação com o Triângulo das Bermudas", frisou.

Clique aqui e veja mais um vídeo do Siberian Times sobre as crateras

Com informações do Siberian Times

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Edhucca

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