Cotidiano

Insetos podem salvar a humanidade da fome, afirmam cientistas 

Da Redação ·
Insetos são aleternativa para combater a fome no mundo, dizem pesquisadores - Foto: FABRICE COFFRINI/AFP 2017/Sputinik
Insetos são aleternativa para combater a fome no mundo, dizem pesquisadores - Foto: FABRICE COFFRINI/AFP 2017/Sputinik

O número de habitantes da Terra até 2050 poderá atingir os 10 bilhões, conforme especialistas em densidade demográfica. O aumento da população acarreta, inevitavelmente, a demanda por mais alimentos e os cientistas aconselham acrescentar grilos, cupins e outros insetos ao menu como forma de evitar a fome em todo o planeta.

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Hoje, cerca de 800 milhões de pessoas na Terra vivem em situação de fome. Em entrevistas recentes à Agência de Notícias Sputnik, Rim Nada, representante regional do Programa Alimentar Mundial (WFP na sigla em inglês), revelou que por volta de cinco milhões de pessoas do Sudão estão agora padecendo de fome, e esse número vai aumentar até 5,5 milhões durante o período de seca. 

Somália e Nigéria também sofrem com falta de comida. Uma medida que possa resolver o problema da fome sem afetar o meio ambiente é buscada pelos governos de todo o mundo, tendo em conta que o aquecimento global influencia o clima no planeta e causa problemas para a agricultura.

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Persuasão
Com foco nessas situações e projeções, os pesquisadores tentam agora persuadir as pessoas a comer grilos, cupins, leite sintético e algas. "Até 2050, o mundo precisa aumentar pelo menos em 70% a produção agrícola. E a África tem o maior potencial para alcançar esta percentagem", afirmou Agnes Kalibata, da Aliança para a Revolução Verde na África (AGRA na sigla em inglês).

Canadenses
Não é a primeira vez que os pesquisadores propõem que seres humanos se alimentem de insetos. Em 2013, um grupo de cientistas da Universidade McGill, em Montreal, conquistou o prémio Hult por produzir uma farinha de insetos rica em proteína.

Lista de 100 insetos
Cientistas já divulgaram uma lista de 100 insetos comestíveis. Um exemplo, segundo eles, são as lagartas secas, que podem ser conservadas durante vários meses sem a necessidade de congelamento e alternativa de fonte nutritiva importante em tempos de escassez alimentar.

As informações são da Agência de Notícias Sputinik