Cotidiano

Veja vídeo de Marte que levou três meses para ser feito

Da Redação ·
A poderosa câmera HiRISE captou 50.000 imagens espetaculares de Marte - Imagem ilustrativa: Pixabay
A poderosa câmera HiRISE captou 50.000 imagens espetaculares de Marte - Imagem ilustrativa: Pixabay

Viajar para Marte deve ser algo muito incrível, mas, se você de fato estivesse em uma espaçonave circundando o Planeta Vermelho, não teria uma boa visão. Segundo astrônomos, a atmosfera empoeirada do planeta provavelmente obscureceria quaisquer vistas de seus vales profundos e belas montanhas. 

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O que fazer, então, para de fato poder apreciar a paisagem marciana? “A melhor maneira de ver a superfície do planeta seria fazer uma imagem digital e aprimorá-la em seu computador”, detalha o geólogo planetário Alfred McEwen, pesquisador principal da Experiência de Ciência de Imagens em Alta Resolução da NASA.

Nos últimos 12 anos, a poderosa câmera HiRISE captou 50.000 imagens espetaculares de alta resolução do terreno marciano, criando anáglifos que qualquer pessoa pode ver em 3D usando óculos especiais. Os estereogramas altamente detalhados descrevem a superfície de Marte em detalhes notáveis, mas os óculos 3D nem sempre estão disponíveis, e as imagens só podem nos dizer algumas coisas sobre a variada topografia do planeta.

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Para apreciar plenamente a paisagem marciana, é preciso dimensão e movimento. No vídeo acima, o cineasta finlandês Jan Fröjdman fez exatamente isso – transformou as imagens do HiRISE em uma visão dinâmica, tridimensional e panorâmica do Planeta Vermelho, sem necessidade de óculos.

Montar quebra-cabeça
Para Fröjdman, criar o efeito foi como montar um quebra-cabeça. Ele começou colorindo as fotografias, uma vez que o HiRISE captura imagens em escala de cinza.

Na sequência, ele identificou traços distintos em cada um dos anáglifos – crateras, cânions, montanhas – e combinou-os em pares de imagens.Para criar o efeito 3D panorâmico, o cineasta “costurou” todas as imagens ao longo de seus pontos de referência, renderizando-as como frames em um vídeo. “Foi um processo muito lento”, relatou o finlandês.

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Alguns recursos geográficos deram mais trabalho do que outros para renderizar. As regiões planas requerem algumas centenas de pontos de referência, enquanto as topograficamente complexas podem precisar de milhares.

Seleção a mão de 33 mil pontos de referência
Fröjdman não conhecia nenhum software que fizesse esse trabalho, por isso ele selecionou a mão mais de 33.000 pontos de referência – uma tarefa que levou três meses para ser concluída. De acordo com McEwen, existe um software específico para isso. Mas fato de que Fröjdman utilizou uma abordagem mais caseira, no entanto, só deixa o seu trabalho ainda mais atrativo.

As informações são do portal Wired