Cotidiano

Atividade humana provocou surgimento do Deserto do Saara, indica pesquisa

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 Cientistas apurara que o território do Deserto do Saara secou por causa da atividade humana - Foto: Pixabay
Cientistas apurara que o território do Deserto do Saara secou por causa da atividade humana - Foto: Pixabay

Um novo estudo realizado por arqueólogos da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, e publicado no Frontiers in Earth Science, sugere que o território do Deserto do Saara era verde e úmido há 10.000 anos, mas secou em consequência da atividade de humana na antiguidade. O resultado da pesquisa divulgado pelos cientistas aponta que o desenvolvimento da agricultura esgotou as plantas nativas do Saara e tornou essa região em um deserto totalmente árido.

Há um bom tempo os pesquisadores já sabiam que o massivo Deserto do Saara antes era um lugar verdejante cheio de vida. Mas, cerca de 6.000 anos atrás, quando as chuvas pararam de cair na região, o deserto surgiu.

Nos últimos anos, os cientistas vêm tentando apurar a causa exata das mudanças meteorológicas porque, de acordo com eles, tais informações poderiam ajudar a entender a história do clima da Terra e a evolução da civilização humana na região.

arqueólogo David Wright, radicado na da Universidade Nacional de Seul, reitera que o território do Deserto do Saara secou em decorrência de atividade humana. "Há cerca de 8.000 anos, os humanos inventaram a agricultura, delimitaram fazendas e domesticaram animais, passando a consumir muitas plantas, o que provocou a diminuição da vegetação no Saara", ressaltou o arqueólogo.

Wright frisa que as plantas têm participação não só na produção de oxigênio, mas também no resfriamento da Terra.  À medida que a paisagem perdeu vegetação, aumentou o efeito de albedo (estufa) e a quantidade de luz solar refletida pela superfície da Terra, o que fez diminuir a chuva, reduzindo ainda mais a vegetação. 

Ida para o Egito
Desta forma, os humanos antigos juntaram suas coisas e partiram para o Egito e Suméria, dando início às primeiras civilizações complexas. Hoje cerca de 15% da população mundial vive em regiões desérticas.

David Wright pretende continuar investigando a região abaixo do deserto com o objetivo de resgatar vestígios de lagos, vegetação e atividade humana. O cientista acrescentou ainda que se os humanos antigos foram os responsáveis por tão grandioso impacto ao clima, é terrível imaginar o que será capaz de fazer com o planeta uma civilização mais populosa e avançada, como a nossa.

Sobrevivência indefinida em ambientes áridos
 "A nossas atividades, que mudam sistemas ecológicos, têm um impacto direto no clima e na possibilidade de sobrevivência futura da humanidade. E não sabemos ainda se os humanos serão capazes de sobreviver indefinidamente em ambientes áridos", completou Wright.

Com informações do portal phys.org