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Gaeco prende dois policiais civis suspeitos de abuso de autoridade e exigência de propina

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Gaeco localizou R$ 20 mil que podem ter sido pagos para liberação de preso - Foto: Reprodução/Imagem Ilustrativa
Gaeco localizou R$ 20 mil que podem ter sido pagos para liberação de preso - Foto: Reprodução/Imagem Ilustrativa

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público (MP) do Paraná, cumpriu na manhã desta quinta-feira (23), mandados de prisão contra dois investigadores da Polícia Civil, em Curitiba. A ordem judicial foi expedida pelo Juízo de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana da Capital paranaense, que determinou ainda a suspensão do exercício profissional de um advogado.

Os três suspeitos foram denunciados pelo Gaeco por concussão (exigência ilícita de dinheiro) e os dois investigadores também foram denunciados por abuso de autoridade. Eles algemaram e mantiveram uma vítima detida indevidamente durante algumas horas.

Abordagem
Conforme o Gaeco, em 21 de janeiro de 2015, os investigadores denunciados abordaram dois veículos na Estrada da Graciosa vindos do Litoral, onde estavam dois irmãos com as respectivas famílias. 

A abordagem foi feita por indicação de um acusado pela morte de Ricardo Geffer (suspeito de matar o ex-prefeito de Rio Branco do Sul João Dirceu Nazzari), que agia em conjunto com outros policiais. Todos foram levados ao Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), local de trabalho dos investigadores na época do fato.

Na sequência, os dois irmãos foram levados para a localidade de Assungui, zona rural de Rio Branco do Sul, onde foi vistoriada uma casa do sítio de um deles. No local, foi encontrada uma arma e, por tal razão, foi dada voz de prisão ao homem. Os policiais teriam exigido R$ 50 mil para não prender o outro homem por associação ao tráfico, embora não tivessem encontrado evidências de tal prática criminosa.

Diante das circunstâncias, a vítima aceitou dar o dinheiro em três parcelas como pagamento aos policiais. Os valores deveriam ser entregues a um advogado de confiança dos investigadores.

Com informações do Ministério Público do Paraná

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