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Agente penitenciário é suspeito de desviar 22 armas do Depen

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Delegado responsável pelo caso Emmanoel Aschidamini David. Foto: Polícia Civil
Delegado responsável pelo caso Emmanoel Aschidamini David. Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil confirmou a prisão de um agente penitenciário de Curitiba, suspeito de desviar 22 armas do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). A ação foi realizada por investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), da Polícia Civil, em uma autoescola, no bairro Xaxim, e contou com o apoio da Corregedoria do Depen.

O funcionário público estava sendo investigado há três meses. A investigação apontou que o suspeito teria desviado 22 armas que foram doadas ao Depen pela Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (DEAM) da Polícia Civil. A doação aconteceu 2015, mas o desvio foi no ano seguinte.

A Polícia Civil fez a doação de 160 armas, entre elas, 30 revólveres; 61 espingardas calibre 12 e 69 carabinas. Foram desviados dois revólveres; oito espingardas calibre 12 e 12 carabinas. Na época da doação, o agente penitenciário foi pessoalmente até a DEAM para buscar as armas doadas, porém, elas não foram localizadas nas dependências da instituição.O delegado responsável pelo caso, Emmanoel Aschidamini David, conta que várias testemunhas afirmaram que viram Ramos Neto com as armas fora da instituição. Ele afirmou aos colegas que ficaria com algumas armas para ele.Em diligências realizadas para o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão na casa do suspeito, no município de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, nenhuma das armas foram encontradas. 

Durante as diligências, a equipe da DFR localizou o agente penitenciário em uma autoescola, no bairro Xaxim.O delegado explicou que inicialmente a denúncia era de desvio de três armas doadas pelo DEAM. 

“Após um pente fino feito no local onde as armas eram acondicionadas, foi possível ver que o número era muito maior”.

A Corregedoria do Depen abriu um processo administrativo interno para apurar a conduta do servidor que tem nove anos de instituição e estava lotado como chefe da Seção de Segurança Externa da instituição. O servidor agora está preso em Piraquara, onde permanece à disposição da Justiça.

Ele responderá pelo crime de peculato, a pena do crime varia de 2 a 12 anos. As investigações continuam com o objetivo de localizar as armas desviadas.“Não resta dúvida da autoria. Não resta dúvida da condição que ele tinha de guardar esses objetos e que tenha desviado para vender e assim aumentar o patrimônio. Hoje ele está custodiado dentro de uma penitenciária, juntamente com outros presos, mas, evidentemente, com todas as cautelas por ele ser um servidor público. 

O procedimento dentro da corregedoria do Depen está instaurado e ele já está enfrentando o processo disciplinar que vai ao Conselho Disciplinar e Administrativo do Depen. Certamente sofrerá as reprimendas próprias dessa conduta, ou seja, ele é sujeito a aplicação da pena de demissão”, disse o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura.

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