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Sonda da NASA mergulha nos anéis de Saturno e faz descoberta inédita

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Os cientistas acreditam que esses grãos especiais têm origens interestelares porque se movimentaram muito mais rápido e em direções diferentes em comparação com material empoeirado nativo de Saturno - Foto: NASA/JPL-Caltech
Os cientistas acreditam que esses grãos especiais têm origens interestelares porque se movimentaram muito mais rápido e em direções diferentes em comparação com material empoeirado nativo de Saturno - Foto: NASA/JPL-Caltech

sonda Cassini enviou para a Terra fotos em alta resolução dos maiores anéis de Saturno, revelando a existência de "hélices" – pequenos turbilhões e ondas que guardam satélites ainda desconhecidos do planeta gigante.

De acordo com astrônomos, os anéis de Saturno surgiram em decorrência da destruição do "embrião" de outro planeta nos primeiros dias de existência do Sistema Solar. Como estava muito perto do planeta gigante, o corpo celeste foi puxado pelas forças de afluência e desmembrado em pequenos pedaços. 

Os fragmentos mais densos foram "engolidos" por Saturno e pelo seu satélite Titã, as partes restantes formaram os anéis. A sonda da NASA Cassini, que realizou, na segunda-feira (30), seu nono mergulho pelos anéis do planeta gigante, fotografou de perto os anéis A e B em busca dos traços originados pelos satélites desse planeta. Os astrônomos esperam que as fotografias os ajudem a entender como as luas influenciam nos anéis e quão rápidas as luas são destruídas.

Imagem tirada pela sonda Cassini: Colagem de vista pelo polo do Norte e anéis de Saturno - Foto: NASA. JPL-CALTECH/INSTITUTO DE CIÊNCIA ESPACIAL

Pela primeira vez, as fotos, tiradas a 56 mil quilômetros da superfície dos anéis, conseguem mostrar partículas cósmicas de tamanho superior a 550 quilômetros. Tais detalhes nunca foram captados anteriormente.  

Pregas, canudos e hélices
As fotografias atestam que nos dois maiores anéis — A e B — do planeta há "pregas", "canudos" e "hélices", já dentro deles, pequenos satélites estão escondidos. A estação interplanetária Cassini, que funciona há cerca de 20 anos, deu início no fim de novembro do ano passado à última etapa de vida conhecida como o "Final da Ópera".

A sonda realizou uma série de manobras orbitárias e conseguiu voar a curtas distâncias da superfície do satélite Titã. Após tais façanhas, começou a analisar os anéis do planeta gigante.

10ª vez
A sonda Cassini está voando pela décima vez através dos anéis de Saturno, aproximando-se deles e tirando fotos inéditas dos satélites Encélado e Tétis e estudando a aurora polar no Polo Norte de Saturno.

Faixas vermelhas
Ao mesmo tempo, a sonda conseguiu tirar, mas ainda não enviou para a Terra, fotografias de alta precisão das faixas vermelhas na superfície de Tétis e da pequena Lua Epitem, por quem passou a 5.800 quilômetros.

Com informações do portal da NASA

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