Cotidiano

Militarização de inteligência artificial não representa risco, diz cientista dos EUA 

Da Redação ·
Temos de percorrer um longo caminho até obtermos máquinas que atravessem a linha de separação entre a inteligência artificial e a humana, diz cientista - Imagem ilustrativa/O Popular
Temos de percorrer um longo caminho até obtermos máquinas que atravessem a linha de separação entre a inteligência artificial e a humana, diz cientista - Imagem ilustrativa/O Popular

Um grupo de renomados cientistas dos Estados Unidos (EUA) considera que inteligência artificial não irá ameaçar a humanidade. Em relatório sobre prospectivas da inteligência artificial preparado para o Pentágono, os pesquisadores classificam de "desinformados' os colegas que acham temerário apostar muito na inteligência artificial.

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Para Mark Bishop, chefe da Intelligent Data Analytics na Universidade Goldsmiths em Londres, a crescente suspeita do público em relação à inteligência artificial "nem sempre se baseia em fatos", especialmente quanto a com tecnologias militares. Em particular, essas ameaças não são coerentes com as investigações atuais sobre inteligência artificial, mas têm surgido das previsões terríveis sobre uma área pequena da inteligência artificial geral. Essas mensagens estão relacionadas com o desenvolvimento de máquinas capazes de agir e pensar como humanos reais.

No entanto, os cientistas avaliam que as preocupações atuais são descabidas devido ao presente nível de sucesso atingido nessa área. O professor Bishop disse que, embora o aparecimento de máquinas com inteligência artificial geral que podem sentir, ter consciência, etc. possa preocupar as pessoas, "o progresso em direção à inteligência artificial geral é empolado, o que significa que não temos nada a temer de uma possível militarização de inteligência artificial". Ele acrescentou, no entanto, que o receio é ter sistemas que não são muito inteligentes interagindo uns com os outros.

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"Voltando para a situação militar, meu temor principal é o possível agravamento militar causado pelo fracasso de um ou vários de tais sistemas ‘estúpidos' na Coreia ao longo da zona desmilitarizada, infestada com ‘guardas de fronteira' eletrônicos autônomos", observou.

Coreias e riscos
"Quando detectam uma ameaça, eles informarão seus superiores humanos. Isso pode levar a um conflito armado sério entre as duas Coreias, especialmente agora que a Coreia do Norte está armada com mísseis nucleares", alertou. 

Respondendo sobre a combinação da inteligência artificial com a humana, Mark Bishop disse que isso é "uma área muito interessante" que agora está sendo explorada pelos cientistas.

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Obras de arte e música
"Temos humanos que criam obras de arte e música interagindo com inteligência artificial. Acho que essa é uma área ótima onde podemos usar esse novo tipo de máquinas aprendendo a fazer música e a criar arte interessante", afirmou.

Ao falar sobre o aparecimento de robôs similares a seres humanos, Mark Bishop foi taxativo. "Ainda temos de percorrer um longo caminho até obtermos máquinas que atravessem a linha de separação entre a inteligência artificial e inteligência humana."

As informações são da Agência de Notícias Sputinik