Cotidiano

Após oferecer agasalhos a casal que sentia frio, sem-teto ganha 'vida nova' por gratidão

.

Jovens aprenderam que o fato de alguém morar na rua não quer dizer que é pior do que outras pessoas - Foto: Getty Images/The Independent
Jovens aprenderam que o fato de alguém morar na rua não quer dizer que é pior do que outras pessoas - Foto: Getty Images/The Independent

Um história que aconteceu recentemente em Londres, no gélido mês de janeiro inglês, tem completa conotação de um conto de Natal, com destaque para o espírito de gratidão. Um casal havia acabado de perder o último trem da noite e, sob baixíssimas temperaturas, teria que esperar por mais quatro horas até que a próxima composição passasse. No local estava ainda um morador de rua que, comovido com a situação dos dois, ofereceu um edredon e um casaco para o casal.

Charlotte Ellis e Taylor Walden, ambos com 22 anos, vivenciaram o mais puro sentimento de gratidão aquela noite e, movidos por ele, ofereceram ao homem uma cama em sua casa. “Uma voz atrás de mim disse: ‘Você pode pegar meu casaco e meu edredon emprestados. É uma longa espera e faz muito frio esta noite’. Eu me virei e vi Joey pela primeira vez. Pulei na mesma hora para debaixo do edredon e agradeci o gesto enquanto Taylor me olhou com aquela cara”, relatou Charlotte, em postagem no Facebook.

Após cinco dias hospedado com os novos amigos, Joey conseguiu um emprego. Ele ganhou roupas novas, um corte de cabelo e, sobretudo, muitos amigos. Até playstation ele tem jogado com amigos do casal. “Agora ele não está vivendo nas ruas. Tudo o que ele precisava era que alguém tivesse fé nele e fizesse diferença na vida dele. Ele é o mais incrível, interessado e maravilhoso humano que nós já conhecemos, e sou muito abençoada de ter sido parte desse processo de tirá-lo das ruas (...) Doe um pouco do seu tempo. Não custa nada”, aconselhou a moça.

  O sem-teto Joey ofereceu seu casaco e edredon a casal que sentia frio e uma vida nova surgiu para ele (Foto: OJO Images RF)

A decisão
A jovem contou ainda como decidiu levar o morador de rua para sua casa. “Havia algo tão sincero nele que eu não poderia deixá-lo sozinho. Ninguém merece estar na rua nessas condições. Não digo que você deveria confiar em todos que você conhece na esquina, mas em quem exatamente você devia confiar?”, questionou a jovem.  

Charlotte acrescentou o fato de alguém morar na rua não quer dizer que é pior do que outras pessoas. "Sem-tetos não são drogados ou alcoólatras, nem todos os moradores deveriam ser tachados como más pessoas. Eles são como eu e você”, completou.

As informações são do The Mirror