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Estudo aponta que doença rara está relacionada ao uso excessivo de maconha

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Anvisa aprova registro de primeiro medicamento a base de Cannabis - Foto: Pixabay
Anvisa aprova registro de primeiro medicamento a base de Cannabis - Foto: Pixabay

Pesquisadores dos Estados Unidos (EUA) constataram recentemente que casos da Síndrome de Hiperemese por Canabinóide – uma doença rara relacionada ao uso intensivo de maconha - aumentaram significativamente nos estados onde om uso da droga é legalizado.

Dores abdominais e vômitos frequentes relacionados ao consumo do tóxico são alguns dos sintomas cada vez mais comuns nas salas de emergência dos Estados Unidos. As náuseas podem ser aliviadas com banhos e compressas quentes, mas médicos ainda realizam estudos mais aprofundados para analisar a enfermidade e  saber lidar com a nova síndrome. 

Primeiro casos
Os primeiros casos foram registrados nos EUA em 2009. Um estudo citado pelo Huffington Post de co-autoria do médico Kennon Heard, da Universidade do Colorado, nos EUA, aponta um aumento de casos nos hospitais desde que a maconha foi liberada também para uso recreativos. “Estamos vendo isso com bastante frequência, quase que diariamente”, afirmou Heard à CBS News.

Incógnita
De acordo com o médico, a ciência ainda não conseguiu desvendar completamente o mecanismo da doença. “A causa mais provável é que as pessoas que usam maconha freqüentemente, e em altas doses, têm mudanças nos receptores em seu corpo, tornando-os desregulados. Por isso, o paciente começa a sentir dores”, explicou.

Insuficiência renal
Em estágios avançados, a síndrome pode levar à insuficiência renal – mas, conforma a pesquisa, os sintomas param em poucos dias após o fim do consumo de maconha. “Os pacientes recebem medicação para resolver o vômito e ajudar com a dor, mas o tratamento é realmente parar de usar maconha”, frisou Heard.

98 pacientes
O artigo relatando o maior número de casos foi publicado por Simonetto e colaboradores, em 2012, na Clínica Mayo, nos Estados Unidos. Os autores reuniram 98 pacientes dos quais 68% usavam maconha há mais de 2 anos e 95% usavam numa frequência de mais de uma vez por semana.

Dores abdominais
86% dos pacientes relatavam dor abdominal e 91% relatavam alívio dos sintomas com duchas ou banhos quentes. 86% apresentaram completa melhora dos sintomas quando pararam de usar maconha.

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