Cotidiano

Moça russa é condenada a 4,5 anos de prisão por tentar se juntar ao Estado Islâmico

Da Redação ·
A ex-estudante da Universidade Estatal de Moscou Aleksandra Ivanova, chamada também de Varvara Karaulova, de 22 anos, foi condenada nesta quinta - Foto: Sputnik/ Kirill Kallinikov
A ex-estudante da Universidade Estatal de Moscou Aleksandra Ivanova, chamada também de Varvara Karaulova, de 22 anos, foi condenada nesta quinta - Foto: Sputnik/ Kirill Kallinikov

A ex-estudante da Universidade Estatal de Moscou Aleksandra Ivanova, chamada também de Varvara Karaulova, de 22 anos, foi condenada esta quinta-feira (22), em uma corte na Rússia, a quatro anos e meio de prisão por tentativa de se juntar na Síria ao grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

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No passado estudante de filosofia, ela saiu de casa no final de maio de 2015 para ir à universidade, mas acabou vijando para Istambul, na Turquia, atrás do amor que teria conhecido pela internet e com que se comunicava pela web. O homem é um militante do Estado Islâmico.

Varvara Karaulova, que mais tarde alterou o nome para Aleksandra Ivanova, foi detida em outubro de 2015 por tentativa de se juntar ao Daesh. Karaulova viajou de forma clandestina sem informar os seus familiares para Istambul onde foi detida com o grupo de russos que alegadamente queria atravessar a fronteira e se dirigir para a Síria. Ela pretendia se juntar com um homem que diz amar.

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A acusação havia pedido cinco anos de colônia penal e uma multa de 150 mil rublos. Os advogados insistiam na absolvição. A sentença ainda não entrou em vigor e pode ser alvo de recurso no prazo de 10 dias. A antiga estudante lamenta os seus atos, mas lembrou que nunca quis combater ao lado do Estado Islâmico ou organizar atentados, apenas queria se juntar ao homem amado para casar com ele. 

Interpol
Ela foi detida pela Interpol quando tentava atravessar, ao lado de 12 outros jovens russos, todos sem documentos de identidade, a fronteira da Turquia para a Síria e acabou repatriada.
Num primeiro momento, foi interrogada e libertada pelas autoridades russas. O jornal Moscow times conta que Varvara mudou de nome legalmente para Alexandra Ivanova numa tentativa para recomeçar uma nova vida e os advogados de defesa garantem que a mudança foi do conhecimento das autoridades. 

“Ela começou a fazer ‘jogging’ (corrida) e a aprender coreano”, explicou a defesa durante as sessões de julgamento, acrescentando que, “em agosto de 2015, ela começou a ficar deprimida.” A agência de segurança interna russa (FSB) continuou, no entanto, a vigia-la e detetou novas comunicações com Airat Samatov, o rapaz com quem ela havia tentado meses antes encontrar-se na Síria. Seria um recrutador do grupo “jihadista” e a defesa diz que esses contatos não eram secretos, mas sim do conhecimento das autoridades.

Com informação da Euronews e da agência de notícias Sputinik