Cotidiano

Foto de espiral em constelação divulgada pela NASA gera intensos debates na net

Da Redação ·
Espiral à esquerda de estrela é alvo de muitos questionamentos - Foto: R. Sahai - JPL - NASA ESA HUBBLE
Espiral à esquerda de estrela é alvo de muitos questionamentos - Foto: R. Sahai - JPL - NASA ESA HUBBLE

A  agência espacial norte-americana (NASA) divulgou ontem (11) foto de uma estrela dupla da constelação de Pégaso feita pelo Hubble, cuja aparência incomum levou muitos internautas a inquirir se o objeto na imagem é uma galáxia ou uma nebulosa

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A página da NASA publica periodicamente fotos de diferentes galáxias, estrelas e aglomerados de estrelas que atraíram ou ainda atraem a atenção dos cientistas. Muitas dessas imagens caem no Facebook, Twitter e outras redes sociais e logo se tornam objeto de intensos debates na net.  

Descoberto pelo Hubble
O último caso em questão é o do sistema binário LL na constelação de Pégaso, distante três mil anos-luz da Terra. O sistema, conhecido ainda como AFGL 3068, foi descoberto pelo Hubble em 2010, e já naquela época as fotos dele geraram muitos debates entre pessoas comuns e cientistas.  

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Conforme pesquisadores da NASA, estas estrelas estão dentro de uma nebulosa planetária recém-nascida, cuja forma regular e cachos em espiral fizeram muitas pessoas acreditar que elas viam não um par de estrelas em nossa galáxia, mas uma galáxia espiral distante de forma e de cor incomuns. 

Par de estrelas
Mas os cientistas explicam que o AFGL 3068 é um par de estrelas não muito semelhantes — um análogo envelhecido do Sol, transformado em um gigante vermelho, e um astro pequeno, com as reservas de combustível estelar ainda não esgotadas. 

estrela maior se tornou um gigante vermelho, inchou muito e começou ejetando enormes quantidades de matéria no espaço. Como resultado, as duas estrelas caíram dentro de uma espécie de "casulo" de gás e poeira quase opaco. 

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Espirais visíveis
A segunda estrela, entretanto, não desapareceu e sua rotação em torno do vizinho agonizante "enrolou" suas descargas, transformando-as em estruturas espirais claramente visíveis nas fotos do Hubble. Já o motivo pelo qual a espiral brilha ainda não ficou bem claro para os cientistas da NASA.

Com informações do portal da NASA