Cotidiano

Pedreiro adapta cano de plástico em perna amputada para poder trabalhar

Da Redação ·
 Inicia mais um curso de pedreiro em Apucarana  imagem ilustrativa - Foto:  Pedro Machado/diariodonoroeste.com.br
Inicia mais um curso de pedreiro em Apucarana imagem ilustrativa - Foto: Pedro Machado/diariodonoroeste.com.br

Nesta semana a cena de pedreiro chapiscando o muro de uma residência no Distrito do Sumaré, no município de Paranavaí, na região noroeste do Paraná, passou despercebida para diversas pessoas que passavam pelo local, mas o radialista Pedro Machado ficou sensibilizado com a imagem de Fernando Ramos Leonel, 34 anos, trabalhando com uma “prótese” improvisada, feita por ele mesmo com cano de plástico, um cotovelo de PVC e uma fita adesiva.

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O pedreiro sofreu um grave acidente no dia 17 de março deste ano, na BR-376 (Rodovia do Café) próximo ao trevo de Alto Paraná. Ele retornava para Paranavaí após comprar uma moto quando acabou atingido por um caminhão. Entre idas e vindas, o motociclista ficou mais de quatro meses internado em hospitais de Paranavaí e Londrina (norte do Estado).  

Amputação
Durante esse período, Leonel teve que amputar parte da perna direita (do joelho para baixo). Ele explicou que a decisão médica foi tomada após ele contrair uma bactéria. “Se não fizesse a amputação correria sério risco de morrer", lembra. Casado e com uma filha de nove anos para sustentar, o pedreiro se viu obrigado a achar alternativa para não deixar a família em situação financeira difícil. Sem dinheiro para comprar a prótese, que custa cerca de R$ 10 mil, o pedreiro comprou um cano de 100 milímetros e um “cotovelo” da mesma medida. 

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Fogo para conectar
Usando fogo ele ligou as duas peças e com fita adesiva prendeu o artefato na perna. O problema é que o material não é adequado e provoca fortes dores ao final do dia. O pedreiro tem que tomar remédio para poder suportar a dor e dormir. “Deus deu o livramento de vida e arrancou só a perna. Era para eu estar morto. Por isso, tenho que seguir a vida”, afirma. Leonel. 

Ajuda
Ao final da entrevista concedida ao radialista Pedro Machado, o pedreiro foi questionado sobre a possibilidade de ser ajudado. Ele explicou que pensa em fazer rifa para juntar dinheiro e comprar a prótese. “Moro aqui nas populares do Sumaré e quem quiser ajudar pode entrar em contato no telefone de minha esposa (44) 99178-5806.”

As informações são do portal diariodonoroeste.com.br