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Cientista diz que a morte não existe como a percebemos e cita universos paralelos 

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Foto: Pixabay/imagem ilustrativa
Foto: Pixabay/imagem ilustrativa

Desde os primórdios da civilização filósofos, cientistas e religiosos têm refletido sobre o que acontece após a morte. Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Há também uma possibilidade de que não existe tal coisa como geralmente definimos como a morte. Uma nova teoria científica sugere que a morte não é o evento terminal que pensamos, pois nossa energia pode transcender de um mundo para outro.

Focado nesse contexto, o cientista norte- americano Robert Lanza,  teórico e autor da obra  “O biocentrismo – Como vida e consciência são as chaves para entender a verdadeira natureza do Universo",  assegurou de forma reiterada em recente palestra que tem provas definitivas para confirmar que a vida após a morte existe e que de fato a morte, por sua vez, não existe da maneira como a percebemos

Depois da morte de seu velho amigo Michele Besso, Albert Einstein afirmou: "Agora Besso se foi deste estranho mundo um pouco adiante de mim. Isso não significa nada. Gente como nós [...] sabe que a distinção entre o passado, o presente e o futuro é só uma ilusão obstinadamente persistente." 

há cientistas que são taxativos ao dizer que novas evidências nesse sentido continuam sugerindo que Einstein estava com a razão ao dizer que a morte não é mais do que uma mera ilusão

Respaldo na Física Quântica
Robert Lanza avalia que a resposta à pergunta "Que há além da morte?", sobre a qual os estudiosos filosofam há séculos tem respaldo na física quântica, e em concreto na nova teoria do biocentrismo. De acordo com o cientista, radicado na Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte (EUA), a resposta para essa indagação recorrente reside na ideia de que o conceito da morte é um mero produto de nossa consciência.

O professor afirma que o biocentrismo explica que o universo só existe devido à consciência de um indivíduo sobre ele mesmo. O mesmo acontece com os conceitos de espaço e tempo, que Robert descreve como "meros instrumentos da mente". Em um post publicado no Site do Cientista, Robert Lanza argumenta que com esta teoria o conceito da morte como a conhecemos "não existe em nenhum sentido real", já que não há certos limites segundo os quais possa ser definido. 

"Basicamente, a ideia de morrer é algo que sempre nos ensinaram a aceitar, mas em realidade só existe em nossas mentes", pontua Lanza. Assim mesmo, evidentemente, cremos na morte porque a associamos ao nosso corpo e sabemos que os corpos físicos morrem. 

 Para o teórico dos EUA, nossa maneira clássica de pensar baseia-se na crença de que o mundo tem uma existência objetiva independente de um observador. Mas uma longa lista de experimentos demonstra todo o contrário. O novo biocentrismo, teoria elaborada pelo cientista norte-americano, supõe que a morte não pode ser um evento terminal, como habitualmente consideramos

Biocentrismo = universos paralelos
Robert Lanza detalha ainda que o biocentrismo é similar à ideia de universos paralelos, a hipótese formulada por físicos teóricos conforme a qual há um número infinito de universos e tudo o que poderia acontecer ocorre em algum deles. A morte não existe em nenhum sentido real nestes cenários. Existem todos os universos possíveis simultaneamente, independentemente do que ocorre em qualquer deles.   

Foto: Pixabay/imagem ilustrativa


'Flor perene'
Em termos de como esse conceito afeta a vida após a morte, o professor explica que, quando morremos, nossa vida se converte em uma "flor perene que volta a florescer no multiverso" e acrescenta que "a vida é uma aventura que transcende nossa forma linear ordinária de pensar; quando morremos, não o fazemos segundo uma matriz aleatória, senão segundo a matriz inevitável da vida".

"A morte não existe em um mundo sem espaço nem tempo. A imortalidade não significa a existência perpétua no sistema temporário, senão que se encontra completamente fora do tempo", enfatiza Robert Lanza.

Com informações do The Independent

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