Cotidiano

Exército dos EUA testa estimulação elétrica do cérebro para melhorar habilidades

Da Redação ·
Estudo realizado nos EUA aponta que a estimulação elétrica do cérebro pode evitar a queda no desempenho de militares em situação de pressão. Fotografia: Christian Science Monitor / Getty /The Guardian
Estudo realizado nos EUA aponta que a estimulação elétrica do cérebro pode evitar a queda no desempenho de militares em situação de pressão. Fotografia: Christian Science Monitor / Getty /The Guardian

Cientistas do Exército e da Força Aérea dos EUA usaram estimuladores cerebrais elétricos para melhorar as habilidades mentais da tropa, em pesquisa que visa impulsionar o desempenho de tripulações aéreas, operadores de drone e outros integrantes da tropa em funções mais exigidas nas forças armadas.

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Os testes bem-sucedidos dos dispositivos abrem o caminho para que os estimuladores cerebrais seja ligados em momentos críticos das ações, de modo que pulsos elétricos possam ser transmitidos em seus cérebros para melhorar sua eficácia em situações de alta pressão.

Os kits de estimulação cerebral usam cinco eletrodos para enviar correntes elétricas fracas através do crânio e em partes específicas do córtex. Estudos anteriores encontraram evidências de que ao ajudar os neurônios a disparar, esses zaps cerebrais menores podem aumentar a capacidade cognitiva.

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Drogas para otimizar desempenho
A tecnologia é vista como uma alternativa mais segura aos medicamentos prescritos, tais como modafinil e ritalina, os quais têm sido usados como drogas que melhoram o desempenho nas forças armadas.

Mas enquanto a estimulação elétrica cerebral parece não ter efeitos colaterais nocivos, alguns especialistas dizem que sua segurança a longo prazo ainda é desconhecida.

Outros cientistas se manifestaram preocupados com as implicações mais amplas da ciência na força de trabalho geral por causa do avanço de uma tecnologia ainda não regulamentada. Independente das objeções, os testes com estimuladores cerebrais elétricos prosseguem nas Forças Armadas dos EUA.

Com informações do The Guardian