Cotidiano

Rapaz mata o filho de três anos, a esposa, o pai, a mãe e comete suicídio

Da Redação ·
 Aline e Roberto Pasquali - Foto: horadesantacatarina.clicrbs.com.br
Aline e Roberto Pasquali - Foto: horadesantacatarina.clicrbs.com.br

O que seria um domingo tranquilo na casa da família Pasquali, em Joinvile (SC), se transformou em tragédia. Pai, mãe, filho, nora e neto estavam juntos na casa em que residiam, no bairro Aventureiro, fazendo churrasco para o almoço quando a situação descambou para um desfecho sangrento. 

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Rapaz mata o filho de três anos, a esposa, o pai, a mãe e comete suicídio fonte: Reprodução

Roberto Pasquali, de 24 anos, cometeu suicídio com um corte de faca no pescoço. Antes, porém, ele matou o filho, Júlio César Pasquali, de três anos; a mulher, Aline Grasiela Dilkin, 25 anos; e o pai Nereu César Pasquali. Roberto e Aline estavam juntos há sete anos.Ele também atacou a própria mãe, Cleci Aparecida Melle Pasquali, de 50 anos, que foi socorrida e levada para o Hospital Municipal São José. Ela foi submetida uma cirurgia durante a tarde de domingo, mas morreu na madrugada desta segunda-feira.

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Rapaz mata o filho de três anos, a esposa, o pai, a mãe e comete suicídio fonte: Reprodução

Roberto matou a mulher e o filho, que completaria quatro anos no dia cinco de dezembro, na cozinha da casa. De acordo com o Instituto Médico legal (IML), a criança apresentava um corte profundo no pescoço e levou um tiro na cabeça. A mãe também foi esfaqueada no pescoço e baleada.Após matar os dois dentro de casa, ele foi até a garagem e encontrou o pai já de joelhos. Esfaqueou e deu um tiro na cabeça dele. Em seguida, esfaqueou a mãe. Voltou até perto da porta da cozinha e se matou com golpes de faca no peito e um corte profundo no pescoço.

Segundo informações da Polícia Militar, as armas usadas no crime foram uma pistola calibre .38 e uma faca de churrasco. Na casa, a PM também encontrou uma outra arma de calibre .40. Roberto não tinha antecedentes criminais.Roberto e a família vieram do Paraná há pouco mais de três meses. Eles moravam em Santa Izabel do Oeste, cidade de 13 mil habitantes, e estavam recomeçando a vida em Joinville após perderem a empresa que tinham no Paraná.

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Testemunha
O vizinho Jailton Rocha, de 32 anos, foi uma das testemunhas da tragédia. Ele roçava a grama de casa quando começou a ouvir os tiros e a gritaria. Minutos antes, havia conversado com Nereu e Cleci pelo muro. O casal estava na garagem da casa, assando a carne para o almoço. O filho, a mulher e o neto estavam dento de casa.Jailton recusou o convite para se juntar aos vizinhos no almoço, pegou uma extensão emprestada e começou a roçar a grama de casa. Pouco depois, o vizinho ouviu a mulher de Roberto gritar. Ela dizia "não faz isso", recorda o vizinho.

Tiros no pai e mãe
Jailton viu Roberto sair da cozinha, esfaquear e atirar contra a mãe e o pai.  Quando ele voltava em direção a porta da cozinha, Jailton se escondeu, pois achou que o vizinho atiraria nele. Mas o que se seguiu foi o silêncio. Então, o vizinho subiu novamente no muro e encontrou Roberto morto.O delegado responsável pelo caso, Dirceu Silveira Junior, afirmou que a polícia vai ouvir testemunhas e apurar os fatos que levaram Roberto a dizimar a família. 

Com informações do portal horadesantacatarina.clicrbs.com.br