Cotidiano

Justiça indefere pedido de reintegração de posse em colégios do Paraná

Da Redação ·
Cerca de 210 escolas ja foram ocupadas por estudantes no PR, em protesto contra a Medida Provisória. - Foto - www.brasil247.com
Cerca de 210 escolas ja foram ocupadas por estudantes no PR, em protesto contra a Medida Provisória. - Foto - www.brasil247.com

A Justiça negou pedido de reintegração de posse feito pelo governo do Paraná, através da Procuradoria Geral do Estado, para desocupação de colégios ocupados por estudantes em protesto contra a reforma do ensino médio, proposta pela equipe do presidente Michel Temer. A informação foi confirmada neste início da manhã de terça-feira (11) por fontes da Secretaria de Estado da Educação.

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O movimento ganha mais adeptos a cada a dia. Já chega a 119 o número as escolas ocupadas por estudantes em protesto no Estado, de acordo com balanço divulgado pelo movimento Ocupa Paraná. A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Marechal Rondon (oeste do Estado) também está ocupada. 

Apucarana
Ontem (10) os estudantes ocuparam o Colégio Estadual Nilo Cairo, em Apucarana (norte do Paraná). O estabelecimento, com mais de 2000 alunos, é o maior da área do Núcleo Regional de Educação (NRE) sediado no município, que engloba mais de dez cidades. Hoje (11) estudantes ocuparam o Colégio Estadual Professora Godoma Belivacqua de Oliveira, no distrito de Vila Reis (zona sul do município de Apucarana).

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Justiça indefere pedido de reintegração de posse em colégios do Paraná fonte: Reprodução

O início
A manifestação começou há uma semana e, segundo os alunos, é contra a medida provisória anunciada pelo governo federal que propõe reforma no ensino médio brasileiro.  O movimento começou em São José dos Pinhais, cidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e se espalhou pelo Estado.

"Usados"
Na sexta-feira (7), o governador Beto Richa (PSDB) afirmou que os jovens que ocupam escolas no Estado não sabem por que estão protestando. Segundo Richa, os estudantes são usados por movimentos sindicais  - citando o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR) “numa perfeita doutrinação”.