Cotidiano

Quadrilha cobrava dinheiro de moradores em troca de segurança, luz e internet 

Da Redação ·
 Operação do Bope prendeu sete pessoas que cobravam dinheiro de moradores. Foto: Divulgação/Polícia
Operação do Bope prendeu sete pessoas que cobravam dinheiro de moradores. Foto: Divulgação/Polícia

Sete pessoas de uma quadrilha que cobrava dinheiro de moradores de Araucária em troca de segurança, luz e internet foram presas na quinta-feira (15) em operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), unidade de elite da Polícia Militar, em conjunto com policiais do 17º Batalhão, no Paraná. Uma delas já estava presa e outra fazia uso de tornozeleira eletrônica. Os integrantes foram detidos em Curitiba e na cidade de Mandirituba, região metropolitana. 

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A ação faz parte da operação Impacto, deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública, que reúne a Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento de Inteligência, Polícia Científica e Departamento Penitenciário. A Impacto foi lançada na quarta-feira (14) em resposta aos crimes patrimoniais (furtos e roubos) e conta com o reforço de 50 novas viaturas que foram locadas e ainda com cerca de mais de 700 novos policiais militares, que estão concluindo o curso de formação. 

Durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão, os policiais encontraram com os integrantes da organização criminosa mais de R$ 5 mil em dinheiro, duas pistolas, carregadores, cocaína, crack e um colete balístico. 

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Os integrantes da quadrilha cobravam “taxas” da população local que eram mascaradas sob forma de mensalidade de associações de moradores da região. De acordo com informações levantadas pelo setor de inteligência da PM, os moradores que não concordavam em pagar estas “taxas” eram expulsas da região e ainda eram alvos de assaltos. 

“Não podemos admitir a cobranças de taxas por segurança. A operação do Bope e do 17º Batalhão retira esses criminosos da rua. Agora os moradores de bem estarão seguros com a presença da polícia”, disse o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita. 

Ainda durante as buscas, as equipes policiais também encontraram anotações com valores referentes a taxas, comprovantes de depósitos bancários e contratos sobre vendas de terrenos na região do Jardim Israelense. 

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“Além de cobrar taxas dos moradores pela segurança e por ligações clandestinas de luz e internet, os suspeitos ainda faziam venda clandestinas de gás”, explicou o Subcomandante do 17º BPM, major Renato de Oliveira Ribas Filho. 

Os presos, suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, associação criminosa e extorsão circunstanciada, foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil.