Cotidiano

Bancários da região norte do Paraná entram em greve na próxima terça-feira

Da Redação ·
Bancários da região norte do Paraná entram em greve na próxima terça-feira-FOTO TRIBUNADONORTE
Bancários da região norte do Paraná entram em greve na próxima terça-feira-FOTO TRIBUNADONORTE

Funcionários de empresas bancárias decidiram na noite de sexta-feira (2) deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (6), véspera do feriado, em Apucarana e cidades da região norte do Paraná. A medida foi aprovada em assembleias no Sindicato dos Bancários em Curitiba e Apucarana.

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A greve foi adotada após a categoria entregar a pauta com reivindicações em 9 de agosto. Depois de cinco rodadas de negociação com a federação dos bancos, não houve acordo para alguns itens prioritários.

Os bancários reivindicam reajuste de 14,78%, resultante da soma da inflação do período (9,78%) e aumento real de 5%. A proposta dos bancos é de 6,5%, ou seja, abaixo da inflação, mas com um abono fixo de R$ 3 mil.

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“Não podemos aceitar algo abaixo da inflação. O abono, num primeiro momento, parece tentador, mas um reajuste abaixo da inflação corrói o salário do trabalhador e reflete diretamente nos benefícios sociais. Não tem como aprovar algo assim”, explica a presidente do sindicato dos bancários, Maria Salomé Fujii. 

PARALISAÇÃO
Outras regiões do Paraná e também de outros estados do país já haviam aprovado a greve nesta semana, como a região de São Paulo e também de Curitiba. A paralisação dos bancários, que que irá para o seu 12º ano consecutivo, deve ser nacional. 

21 DIAS EM 2015
No ano passado, foram 21 dias com as agências bancárias fechadas. Apenas os serviços de caixa eletrônico e o internet banking continuam funcionando normalmente. Além do reajuste nos salários, outra reivindicação tida como primordial para a negociação é o aumento na estabilidade dos bancários. 

LUCRO DE R$ 30 BILHÕES NO SEMESTRE
Em nota oficial, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região explica a situação, apontando que os bancos “lucraram quase R$ 30 bilhões no primeiro semestre de 2016. Estas mesmas instituições, de janeiro a julho, fecharam mais de 7.800 postos de trabalho. Com isso, bancários permanecem sobrecarregados de trabalho nas agências e departamentos, tendo que cumprir metas abusivas sob pressão e assédio moral”.