Cotidiano

Hackers derrubam site do TJ-Rj após bloqueio do WhatsApp

Da Redação ·
Coletivo Anonymous atacou página do TJ em protesto conta o bloqueio do WhatsApp. Foto: Justin Sullivan /Getty Images Afp
Coletivo Anonymous atacou página do TJ em protesto conta o bloqueio do WhatsApp. Foto: Justin Sullivan /Getty Images Afp

O bloqueio do aplicativo de mensagens WhatsApp resultou em um protesto no meio virtual. Hackers derrubaram o site do tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, de onde partiu a ordem de suspensão dos serviços.  

continua após publicidade

A página saiu do ar por interferência do coletivo Anonymous, que assumiu a autoria e confirmou os ataques por meio da página no Facebook. Esse tipo de estratégia gera tráfego excessivo em um endereço da web, como se muitos computadores estivessem tentando acessar a mesma página ao mesmo tempo, até tirá-la do ar por falta de suporte dos servidores. A ação é denominada pelo grupo como "OpStopBlocking". 

O coletivo anunciou que "a balança da justiça hoje equilibra-se com o crime de um lado e o dinheiro do outro. Eis que aqui repetimos o gesto de V, na destruição de um símbolo que há tempos desvirtuou-se. Quem sabe, um dia, a justiça e a liberdade, irmãs siamesas, condenadas a viver separadas, voltarão a juntar-se bem de perto, costas com costas. No lugar de pólvora, bits".

continua após publicidade

3ª VEZ 

De acordo com fontes do Judiciário, o aplicativo não teria cumprido uma decisão judicial de quebra de sigilo de conversa de pessoas que estão sendo investigadas, suspeitas de cometer crimes.

A decisão é da juíza Daniela Barbosa, do Rio de Janeiro. Essa é a terceira vez que o WhatsApp será bloqueado em todo o Brasil, por não bloquear informações para investigação. As operadoras de telefonia foram notificadas da decisão por volta das 11h30 e precisam suspender imediatamente a utilização do serviço.  

A juíza fixou ainda uma multa de R$ 50 mil por dia até o cumprimento desta ordem judicial. A magistrada Daniela Barbosa argumenta que o Facebook, empresa que detém o WhatsApp, foi notificado três vezes desta decisão para que fizesse interceptação de mensagens durante uma investigação que está sob sigilo e não o fez.