Cotidiano

Operação para prender bando suspeito de vender diplomas falsificados mobiliza 120 policiais

Da Redação ·
Policiais durante operação - Foto: Divulgação/Polícia Civil/imagem ilustrativa
Policiais durante operação - Foto: Divulgação/Polícia Civil/imagem ilustrativa

A Polícia Civil do Paraná realiza, desde as 6 horas da manhã desta quarta-feira (21), a segunda fase da operação “Volta às Aulas”. De acordo com cúpula da corporação, cento e vinte policiais cumprem nove mandados de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 24 de busca e apreensão em oito cidades do Paraná, duas do Rio de Janeiro e uma no Estado do Mato Grosso. Entre os mandados de condução coercitiva está o de uma servidora da Secretaria de Estado da Educação (SEED), radicada em Curitiba.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) relatou seis pessoas já foram presas nesta manhã, entre as quais o proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino a Distância (Ibed), uma das instituições que já havia sido investigada na primeira fase da operação, deflagrada em dezembro de 2015.

Conforme a Polícia Civil, a meta da ação é desbaratar uma quadrilha suspeita de falsificar certificados e históricos escolares na modalidade de educação de jovens e adultos a distância para clandestinamente vender diplomas e certificados. Os mandados judiciais são cumpridos em Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Piraí do Sul, Guarapuava, Londrina e Maringá (Paraná), Rio de Janeiro e Nova Iguaçu (Rio de Janeiro) e Cuiabá (Mato Grosso).

DEZ CURSOS NA MIRA 
Policiais civis detalharam que dez cursos são alvos desta fase da operação. Alguns deles não tinham autorização para emitir a documentação, mas cobravam até R$ 1,7 mil dos interessados nos diplomas. Investigadores acrescentaram que apenas cinco das 13 instituições de ensino investigadas tinham autorização para emitir certificados.

Aproximadamente 350 estudantes são investigados para apurar se tinham conhecimento do esquema criminoso. Investigações realizadas pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) levaram a Justiça a decretar os mandados que são cumpridos hoje.  o delegado Renato Bastos Figueroa, os documentos e depoimentos obtidos na primeira fase da operação levaram a polícia a ter a real dimensão do esquema criminoso, segundo o delegado Renato Bastos Figueroa.

As informações finais sobre o balanço desta segunda fase da operação serão divulgados pela Polícia Civil do Paraná ainda nesta quarta-feira.

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