Cotidiano

Quais são as chances de haver vida inteligente fora da Terra?

Da Redação ·
A equação de Drake, criada em 1961, nos permite estimar a quantidade de civilizações com tecnologia que existem em nossa galáxia. Fonte: science-facts.net
A equação de Drake, criada em 1961, nos permite estimar a quantidade de civilizações com tecnologia que existem em nossa galáxia. Fonte: science-facts.net

 Quais são as chances de vida inteligente ter evoluído somente na Terra e em mais nenhum dos trilhões de estrelas do universo observável, durante um período de 13,8 bilhões de anos? Cerca de uma em 10 bilhões de trilhões, de acordo com uma pesquisa feita por astrofísicos das Universidades de Rochester e de Washington publicada na revista Astrobiology.

DE acordo com a CBSnews, os autores do estudo decidiram analisar a famosa Equação de Drake, criada em 1961 pelo astrofísico Frank Drake, com o intuito de estimar a probabilidade de existirem formas de vida inteligente fora da Terra.

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 A referida equação iguala o número de civilizações com as quais podemos nos comunicar em nossa galáxia(A) com o produto do índice de formação estelar da galáxia(R*) pela fração de estrelas que possuem planetas(fp) pelo número de planetas com condições de desenvolver vida(ne) pela fração desses planetas que realmente chega a desenvolver vida(fl) pelo número de planetas com vida que desenvolve vida inteligente(fi) pela quantidade de civilizações que desenvolve tecnologia capazes de fazer sua presença ser percebida no espaço(fc) pelo período de tempo no qual tais civilizações liberam sinais de existência no espaço.

Os quatro últimos termos são desconhecidos, mas o avanço dos telescópios nos permitiu estimar os três primeiros. Ainda não podemos chegar a um resultado concreto, mas os autores da pesquisa resolveram observar o problema de um outro ângulo: e se a humanidade for a única civilização que existe?

Usando a nova estratégia, a equação original foi abreviada para A=Nf, no qual A é o número de civilizações inteligentes e com tecnologia, N é o agrupamento dos termos referentes a parte astronômica da equação, o que em outras palavras seriam os dados que já conhecemos, e f representa os elementos desconhecidos. 

Supondo que a humanidade é a única civilização com tecnologia que existe(A=1), os pesquisadores "resolveram" a equação, e concluíram que as chances de esse ser o real cenário galáctico são de uma em 10 bilhões de trilhões, ou seja, as chances de haverem civilizações extraterrestres com as quais podemos nos comunicar são maiores do que as chances de sermos os únicos na galáxia.

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