Cotidiano

Motorista suspeito de desviar cerca de 50 toneladas de soja é preso no PR

Da Redação ·
Carga foi recuperada pela Polícia Civil em Campo Largo - Foto: Divulgação/Polícia Civil
Carga foi recuperada pela Polícia Civil em Campo Largo - Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná divulgou nesta terça-feira (19) que prendeu um motorista suspeito de desviar uma carga de 50 toneladas de soja, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O suspeito, que trabalha para uma transportadora de Santa Catarina (SC), foi preso na BR-376 por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC). 

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Com o motorista, Márcio José Inácio de 35 anos, a polícia apreendeu R$ 6 mil, além de cheque, diversos documentos e a carreta. A carga também foi recuperada. 

Carga de soja ue seria entregue no Porto de Paranaguá - Foto: Polícia Civil/Divulgação

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A partir de uma investigação que já ocorria em relação ao desvio de fertilizantes e adubos, os policiais abordaram o motorista que apresentou um recibo de entrega de carga/descarga falsificado do Porto de Paranaguá. 

“Ao constatarem a falsificação, a equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Carga viajou para Paranaguá e verificou que aquela carreta nunca tinha estado na cidade”, ressalta o delegado-titular da DFRC, Rafael Vianna. 

Após a constatação do desvio, o motorista confessou a fraude, indicando o local onde teria descarregado a soja furtada e as pessoas que eram responsáveis pela adulteração dos recibos de descarga do Porto de Paranaguá.Inácio foi autuado em flagrante pelos crimes de furto qualificado por abuso de confiança, falsificação de documento e associação criminosa. 

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Outros envolvidos no esquema já foram identificados e também serão indiciados no inquérito. O delegado ressalta ainda que esse esquema de desvio de carga já trouxe milhões em prejuízo para várias empresas, seguradoras e também aos cofres públicos, uma vez que impostos também são sonegados. 

“Esses crimes envolvem diversas cargas, como de adubo/fertilizantes, carne, soja e eletrônicos. Agora investigamos a participação de motoristas, além de funcionários de empresas que atuam no Porto de Paranaguá e de diversas transportadoras", finaliza Vianna.