Cotidiano

Ivaiporã corre risco de enfrentar epidemia de dengue 

Da Redação ·
Com 50 casos, município está em alerta (Divulgação)
Com 50 casos, município está em alerta (Divulgação)

Com 50 casos confirmados, o município de Ivaiporã enfrenta risco de epidemia da doença. Os dados foram divulgados ontem e estão bem acima do que foi registrado no boletim desta semana da Secretaria de Estado de Saúde. Em uma semana foram 11 pessoas infectadas e a Secretaria Municipal de Saúde ainda aguarda o resultado de outros 43 casos suspeitos. Segundo Claudio Nunes, coordenador de endemias da 22ª Regional de Saúde (RS), se a situação se mantiver com mais casos sendo confirmados pode-se se configurar estado epidêmico.

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“No ano passado, no mesmo período, havia apenas cinco casos confirmados”, relata Nunes. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a região dos bairros Jardim Imperial/ Ouro Preto e as imediações da Praça Espanha, no centro da cidade, são as regiões que concentraram a maior parte dos casos confirmados. “A situação é preocupante”, diz o secretário de Saúde, João Felipe Marques. “Infelizmente ainda se observa muito acúmulo de lixo nas residências e pouca movimentação da sociedade em relação ao combate ao mosquito”, comenta Marques.

O secretário assinala que desde o início do ano, a secretaria aumentou o número de agentes de 14 para 21 e tem realizado diversas ações de mutirões. “Estamos com quadro de cobertura maior em mais de 80% do município. Estamos terminando o ciclo de visitas do ano inteiro, mas mesmo nos mesmos lugares aonde foram feitas as visitas e os mutirões, ainda aparecem os casos de dengue”, destaca Marques.

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Nas regiões onde se concentram os casos, agentes de endemias realizam a nebulização de inseticida. “A aplicação é feita com pulverizador costal, só que o veneno não mata a larva, só o mosquito”, relata Marques, que diz ainda que a secretaria já solicitou junto a Secretária Estadual de Saúde (Sesa) a pulverização do “fumacê”.

Para Marques, o descuido ainda é uma das principais razões para a procriação do Aedes Aegypti. “Boa parte das pessoas reconhece a dengue uma doença perigosa, mas o hábito de olhar e retirar o lixo do quintal para algumas pessoas é somente durante as campanhas”, completa Marques.