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Pena para crime de estelionato contra idosos fica mais rígida

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Pena para crime de estelionato contra idosos fica mais rígida - IMAGEM TRIBUNA DO NORTE.
Pena para crime de estelionato contra idosos fica mais rígida - IMAGEM TRIBUNA DO NORTE.

Os crimes de estelionato praticados contra idosos passaram a ter uma punição mais rígida. Na semana passada, a presidente, Dilma Rousseff, sancionou lei que estabelece pena de dois a dez anos de prisão quando o delito for praticado contra pessoas com mais de 60 anos. Antes da alteração, a punição era de um a cinco anos de prisão, além da multa. Levantamento da Tribuna junto a 17ª Subdivisão de Apucarana, aponta que mais de 100 inquéritos por estelionato foram registrados no ano passado, sendo que, desta parcela, 33 resultaram na prisão dos autores.

A delegacia não possui dados específicos que revelem quantos idosos foram vítimas de golpistas na cidade, no entanto, o Conselho Municipal do Idoso de Apucarana afirma que esta parcela da sociedade costuma ser alvo constante de estelionatários. Na opinião da secretária executiva do Conselho Municipal do Idoso e presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Ana Maria Schmidt, os criminosos escolhem os idosos por considerá-los alvos fáceis.

“As pessoas idosas em muitos casos acabam acreditando por conta do envolvimento que o estelionatário cria entorno da situação. E para nossos avós, o fio do bigode bastava para um compromisso”, analisa. O delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, considera a alteração da lei positiva, no entanto, acredita que a pena deveria ser mais severa em todos os casos. “Essa penalização maior não deveria ser somente para os idosos. O estelionatário, as vezes, leva uma empresa inteira a falência. Em Apucarana, por exemplo, existem quadrilhas de estelionatários que agem porque acham que as penas compensam”, diz. No curso das investigações de crimes de fraude, o delegado apurou que as quadrilhas dificilmente agem em suas cidades de origem em na, maior parte dos casos, usam telefone e a internet, ou através de documentos falsos das vítimas. No ano passado, um idoso apucaranense procurou a polícia após descobrir que seus documentos haviam sido clonados. Os bandidos ainda fizeram um empréstimo de R$ 28 mil em seu nome. Ele só percebeu a fraude porque seu benefício não havia caído na conta, motivo pelo qual entrou em contato com sua agência bancária.

Em Ivaiporã, casos tiveram crescimento de 55% Em Ivaiporã as queixas de idosos que foram alvo de golpistas cresceram 55%, no comparativo entre 2014 e 2015. Conforme o delegado Gustavo Dante, da 54ª Delegacia Regional de Polícia de Ivaiporã foram 9 casos em 2014 contra 14 no ano passado. Diante do aumento de crimes, ele aprova o decreto que modificou a lei 8.248. “O aumento da pena vai desestimular os bandidos que se valem da vulnerabilidade do idoso para tirar proveito”. Dentre o número de golpes cometidos contra idosos o delegado diz que os envolvendo instituições financeiras são os mais comuns. Como exemplo, ele cita o golpe que induz o idoso a fazer empréstimo consignados para comprar algum tipo de produto com desconto na aposentadoria. “Geralmente o estelionatário vai à residência da vítima e se propõe a vender uma determinada mercadoria. Só que eles omitem algumas informações e o que realmente vai ser pago. Os idosos atraídos pelo baixo valor acabam sendo seduzidos a comprar e assinam o contrato de financiamento”, relata Dante.

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