Cotidiano

No Paraná, Casa de Semiliberdade aplica Projeto Boas Práticas

Da Redação ·
A Casa de Semiliberdade de Cascavel foi a vencedora do ?Prêmio Boas Práticas e Projetos Inovadores? na Categoria Segurança. Foto: Divulgação
A Casa de Semiliberdade de Cascavel foi a vencedora do ?Prêmio Boas Práticas e Projetos Inovadores? na Categoria Segurança. Foto: Divulgação

A Casa de Semiliberdade de Cascavel, no Oeste do Paraná, foi a vencedora do “Prêmio Boas Práticas e Projetos Inovadores” na Categoria Segurança. O projeto já está sendo aplicado com os 13 adolescentes que cumprem medidas socieducativas na unidade. O prêmio foi entregue pela Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos no início de dezembro. 

O projeto “A lógica do cuidado como principal fator de segurança dentro da semiliberdade”, vencedor do prêmio, busca romper com a ideia de vigiar e punir, ao entender que o melhor caminho para a segurança dentro da unidade é o estabelecimento da relação de confiança e a relação de cuidado com o adolescente. O foco é estabelecer uma relação que propicie compreender em que situações os adolescentes se tornam perigosos e ameaçam, e em que situações demonstram potenciais e capacidades positivas de interação. Segundo o secretário de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Leonildo de Souza Grota, foram apresentados 32 projetos em seis categorias e o objetivo da premiação é incentivar e reconhecer práticas bem-sucedidas realizadas nos Centros de Socioeducação (Censes) e Casas de Semiliberdade. “É também uma maneira de contribuir para a modernização do sistema”, enfatiza. 

A diretora da Casa de Semiliberdade de Cascavel, Lidyana Soares Kelin, explica que para o andamento das atividades de rotina realizadas na unidade, como ir à escola, frequentar cursos profissionalizantes, jogar futebol, fazer acompanhamentos de saúde, e outras atividades de interesse do adolescente, há a necessidade de regras e normas de convivência, que perpassam um ambiente institucional. “Exige muito diálogo, muitos manejos nem sempre acessíveis, pois eles têm formas diferentes de se relacionar e conviver, mas ao pensar nas estratégias deve-se pensar no que será melhor para o adolescente diante dos fatos e situações associadas, pensando que a linha de cuidado deve continuar e que não é somente um serviço que vai dar conta da complexidade de situações que envolvem nossos adolescentes e suas histórias de vidas”, diz Kelin. 

O projeto está sendo aplicado desde 2013 e como tem conseguido excelentes resultados, como diminuição do número de evasões e aumento do número de extinções e progressões de medidas, o trabalho se tornou um projeto. “Há ainda muito o que fazer, precisamos nos capacitar constantemente, fortalecer essa lógica de trabalho, nos apropriar cada vez mais dos benefícios que o projeto pode proporcionar no ambiente socioeducativo. Isso demanda muito da equipe e dos adolescentes também, mas não há dúvidas do potencial positivo dessa linha de trabalho para uma unidade de Semiliberdade, tendo em vista tudo que já conquistamos”, finaliza Lidyana Soares Kelin.

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