Cotidiano

​Paraná registra 1º caso autóctone da febre chikungunya em 2015 em Mandaguari

Da Redação ·
Pesquisadores veem relação entre esportes e chegada do zika ao Brasil
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A Secretaria nbde Estado da Saúde do Paraná confirmou nesta quarta-feira (9) a ocorrência do primeiro caso autóctone da febre chikungunya no Estado. 

O paciente, morador de Mandaguari, na região norte do Paraná, não tinha histórico de viagem para outras regiões e se infectou no Estado. Desde o ano passado, 18 casos importados de chikungunya foram confirmados no Paraná.

A DOENÇA - A febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.

Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no seu acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local. A febre chikungunya teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. Ela recebeu esse nome pois chikungunya significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, termo este usado para designar aqueles que sofriam com o mal. A doença, apesar de pouco letal, é muito limitante. O paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas, daí o “andar curvado”.

DENGUE - O Paraná registrou 754 casos de dengue de agosto até ontem (8). Dos 399 municípios do Estado, 294 são considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti e, de acordoo com a Secretaria de Estado de Saúde, correm o risco de registrar casos da doença. Pelo menos duas cidades estão em epidemia de dengue: Guaraci (norte do Paraná), onde há 354 casos por 100 mil habitantes, e Santa Isabel do Ivaí, no noroeste do Estado, com 313 casos da doença a cada 100 mil moradores. Situação de epidemia é decretada quando um município atinge ao menos 300 diagnósticos por 100 mil habitantes

Desde agosto, as cidades com maior números de casos de dengue são: Paranaguá (113), Londrina (106) e Foz do Iguaçu (104). Maringá confirmou 40 nesse período. O boletim da doença foi divulgado ontem. O relatório traz também informações sobre zika e febre chikungunya no Paraná. Desde o início do ano, dois pacientes tiveram diagnóstico de zika. Trata-se de um casal de moradores de São Miguel do Iguaçu, que apresentaram sintomas em maio, foram tratados e passam bem. Existem também outros cinco casos importados, de paranaenses que se infectaram no Nordeste do País e foram tratados no Estado.

Veja a lista com os 40 municípios em situação crítica para a dengue no Paraná: 

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Marilena, Nova Londrina, Indianópolis, Cidade Gaúcha, Guaíra, Itaúna do Sul, Tamboara, Missal, Nossa Senhora das Graças, Alvorada do Sul, Guaporema, Presidente Castelo Branco, Maringá, Sarandi, Loanda, Diamante do Norte, Santo Antônio do Caiuá, Terra Boa, Ibiporã, Querência do Norte, Terra Roxa, Marialva, Porto Rico, Paiçandu, Alto Paraná, Cianorte, Moreira Sales, Cambé, Palotina, Nova Olímpia, Jataizinho, Rondon, Astorga, São Carlos do Ivaí, Tapira, Paranacity, Barbosa Ferraz, Ângulo, Londrina e Rolândia.

MOBILIZAÇÃO - Nesta quarta-feira, dia 9 de dezembro, uma mobilização nacional contra dengue é realizada. De acordo com Aguinaldo Aparecido Ribeiro, haverá ações de panfletagem e conscientização com carro de som, partindo da Praça Rui Barbosa. “Esperamos contar com o envolvimento de toda sociedade para evitarmos o surgimento de novos casos”, convida Ribeiro. Segundo último LIRAa feito em de novembro, o índice de infestação do mosquito em Apucarana está na ordem de 1,7%. O índice seguro preconizado pelo Ministério da Saúde é abaixo de 1%. 


Como se prevenir da dengue e chikungunya

O combate ao Aedes Aegypti, transmissor das duas doenças, é principal forma de prevenção. As formas de prevenção das duas doenças também são as mesmas e a principal delas é o combate ao mosquito. Evite o acúmulo de água parada.

Para isso, encha os pratinhos de plantas com areia, mantenha lixeiras, vasos sanitários e caixas-d’água fechados, recolha os entulhos do quintal e mantenha as piscinas cobertas”, orienta. As formas de prevenção das duas doenças também são as mesmas e a principal delas é o combate ao mosquito.

Evite o acúmulo de água parada. Para isso, encha os pratinhos de plantas com areia, mantenha lixeiras, vasos sanitários e caixas-d’água fechados, recolha os entulhos do quintal e mantenha as piscinas cobertas”

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