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    Escrito por Agência de notícias do Paraná
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    Muitos agricultores mudaram os hábitos de trabalho no campo devido à pandemia do coronavírus e passaram a adotar medidas adicionais de segurança. Um dos locais em que isso aconteceu é Centenário do Sul, no norte do Paraná, onde se estabeleceu uma parceria entre a Associação dos Pequenos Produtores de Centenário do Sul, a prefeitura e técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná).

    “O município tem um bom arranjo organizacional que permite exercitar bem as orientações emanadas da Secretaria da Agricultura: prefeitura ativa, associação de produtores atuante e a disposição para mudar procedimentos”, destaca o presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

    Segundo ele, a pandemia que se alastrou por todo o mundo vai exigir um repensar de muitas atitudes que eram feitas até de forma mecânica. “A referência de ontem não serve mais para o amanhã”, afirma o presidente. “Como acontecerá em muitos setores da vida, a agricultura também será diferente”.

    VISITAS - Em Centenário do Sul, todas as ações seguem recomendações dos organismos de saúde e de entidades agropecuárias. A primeira delas é a restrição para a entrada de pessoas alheias à propriedade familiar. “Não se recebe visitas”, diz a presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Centenário do Sul, Fátima Alves de Azevedo Canuto. “E quando a situação é inevitável, mantemos o devido distanciamento”.

    A associação congrega cerca de 100 agricultores, metade dos quais se dedica à produção de maracujá. Uma única pessoa, com máscara, recebe os produtos. Quem entrega precisa manter distância adequada. “Sempre lavamos e higienizamos bem as mãos antes e após a execução de qualquer trabalho”, diz Fátima. A recomendação é que cada agricultor tenha seu utensílio de trabalho e maquinário próprios.

    TRANSPORTE - A associação entrega os produtos para programas sociais dos governos federal, estadual e municipal, faz venda direta a distribuidores e leva para as Ceasas de Londrina e Maringá. Para o transporte é utilizado um caminhão da prefeitura de Centenário do Sul.

    “Como é de recomendação da Organização Mundial da Saúde e Vigilância Sanitária, ao chegar a última entrega tudo é higienizado para que possa estar pronto para uma nova remessa”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Almeida Lens, também responsável pelo Departamento de Agricultura.

    As caixas usadas para o transporte passam pelo mesmo processo de higienização. Os motoristas e ajudantes recebem máscaras, luvas e álcool e são orientados sobre a distância a ser mantida em relação a outras pessoas.

    ORIENTAÇÃO - Para o trabalho de parceria muito contribuem os técnicos do Sistema Estadual de Agricultura. “Há uma atuação na assistência técnica e na orientação para a tomada de decisões”, afirma a engenheira agrônoma do IDR-Paraná, Adriana Rodrigues Pontes.

    Segundo ela, o trabalho em parceria possibilitou a garantia das entregas. No entanto, uma das preocupações é com a redução de preços, em razão de algumas atividades, como restaurantes e lanchonetes, estarem diminuindo a demanda.  “Isso pode desestabilizar a economia do município que é basicamente voltada ao agro”, afirma.

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