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    Coronavírus: favelas do Rio de Janeiro se preparam para o pior

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    Escrito por redação
    Publicado em 23/03/2020 Editado em 23/03/2020

    Moradores das favelas do Rio de Janeiro se preparam para o pior, à medida que o novo coronavírus avança pelo país.

    No último sábado (21), a confirmação do primeiro caso de Covid-19 na Cidade de Deus, que inspirou o filme de mesmo nome, deixou todos em estado de alerta.

    Cerca de um quarto da população do Rio, ou cerca de 1,5 milhão de pessoas, vivem em favelas. Geralmente, elas estão localizadas nos morros, como é o caso da favela dos Tabajaras, em Copacabana.

    “As pessoas estão muito assustadas”, diz Vânia Ribeiro, vice-presidente da associação de moradores dos Tabajaras e Cabritos. “O posto de saúde mais próximo é o mesmo usado pelas pessoas idosas de Copacabana e pelos turistas de todo o mundo”, comenta.

    As medidas para se proteger do novo coronavírus, como distanciamento social e cuidados de higiene redobrados, são difíceis de serem aplicadas. “Dizem que a gente precisa lavar as mãos o tempo todo, mas falta água direto em vários pontos da comunidade. Como a gente faz, então, lava com água mineral?”, questiona Vânia.

    A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que as pessoas suspeitas de estarem infectadas devem se manter isoladas em um cômodo distante dos outros membros da família. “Se houver apenas um cômodo, a orientação é de que as pessoas infectadas devem tentar permanecer a pelo menos um metro de distância dos demais moradores”, ressalta a prefeitura.

    Para além da alta densidade populacional, as condições sanitárias também trazem desafios. “Sabemos que, nas comunidades, temos transmissão muito grande de doenças respiratórias, como é o caso da tuberculose. Você tem casas muito fechadas, com pouca ventilação, locais onde não chega a luz do sol, com muitas pessoas morando por cômodo”, explica Patrícia Canto, pneumologista da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

    Para o coronavírus, “as medidas podem parecer duras num primeiro momento, mas elas são fundamentais para proteger as pessoas de maior vulnerabilidade”, incluindo os idosos, ressalta Patricia. 

    Com informações, Isto É.

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