Arapongas

População de Arapongas está dividida sobre o uso de máscaras

Primeiro dia da decisão da administração municipal, pela flexibilização quanto ao uso de máscaras, foi com muita gente ainda usando o equipamento

Da Redação ·
A população de Arapongas está dividida quanto ao uso de máscaras, liberado na cidade
fonte: Sergio Rodrigo/TNonline
A população de Arapongas está dividida quanto ao uso de máscaras, liberado na cidade

O primeiro dia de flexibilização do uso de máscaras, em Arapongas, foi dividido. Enquanto muita gente saiu às ruas se dizendo aliviada por não precisar mais usar máscaras, muita gente, ainda por força de um hábito consolidado há quase dois anos, mantinha o equipamento no rosto. No discurso, muita gente apelando à consciência de cada um, o famoso bom-senso.

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A Prefeitura de Arapongas anunciou na quarta-feira (09) que a partir desta quinta-feira (10) não será mais obrigatório o uso de máscaras de proteção individual na cidade, tanto em ambientes abertos quanto fechados. A decisão foi tomada pelo prefeito Sérgio Onofre, após reunião com alguns secretários e assessores, na quarta-feira (09). “Na prática, o que estamos dizendo é que não haverá, por parte do município, qualquer tipo de fiscalização ou medida coercitiva contra aquelas pessoas que deixarem de usar máscaras. Quem se sentir mais protegido usando máscara, que use. Aqueles que não quiserem usar, vamos respeitar também”, salientou o prefeito.

O consultor de vendas Elias Dias Martins, por exemplo, sem máscara, diz que curtiu a decisão da administração municipal. Mas tem ressalvas. Para ele, seria melhor se a flexibilização fosse paulatina, primeiro liberando em áreas abertas, públicas e só depois, nas áreas fechadas. “Mas parece que é uma tendência né, liberar geral”, comenta.

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Elias trabalha numa ótica, na área central da cidade, com mais sete colegas. “Lá tá dividido. Metade tá usando máscaras ainda. De repente, quando vamos atender cliente com máscara, colocamos a nossa também”, explica. Para ele, agora é hora da “consciência de cada um”. “Quem se sentir seguro, abandona a máscara. E quem se sentir inseguro, mantenha o uso”, discursa.

Daly Cândido, fotógrafa, sem máscara, também gostou da decisão. Para ela, “máscara não resolve nada”. Ela explica que tem dois filhos e que sempre foi muito difícil administrar o uso de máscara com as crianças. “E lá em casa, pegamos Covid duas vezes”, conta, reforçando a ideia inicial, de que máscaras não resolveram para ela.

Quanto ao fato de estar andando pela cidade sem máscara, em contato com várias pessoas, Daly diz que não se sente nem um pouco insegura, sem qualquer medo. “Estou tranquila”, diz.

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Agnaldo Silva, corretor de imóveis, também caminhava sem máscaras nesta tarde de quinta (10), pelo centro da cidade. “Na rua, já se usava pouco a máscara. Então, a medida não muda muito”, diz. Mesmo sem máscara na rua, faz questão de frisar: “Máscara é bom. Muito útil e nos protege”. Ele conta que havia visitado duas clínicas médicas durante o dia, locais onde as pessoas estavam usando máscaras. “Ali, ou nas farmácias, tem que usar mesmo. Quem vai ali é porque está doente, então precisa usar máscaras”, avalia, para arrematar: “Na rua não, né. Trânsito livre, sem máscara. Vale a consciência de cada um. Se oferece risco para os outros, tem que usar”.

Duas estudantes, caminhando juntas, mostram bem o clima na cidade. Gabriela Vitória estava com máscara, embora com o nariz de fora. Bianca Magalhães, sem máscara, se dizendo tranquila, mesmo admitindo que pegou Covid, que precisou ser medicada e sofreu uma lesão nos pulmões. Agora, sem máscara, diz que não tem medo algum. “Já foi”, diz. A amiga Gabriela diz que ainda se sente preocupada e decidiu usar máscara por mais tempo. Ela conta que pegou Covid, mas foi assintomática. “Eu acho que a gente corre risco se todo mundo parar de usar máscara. Eu ainda vou usar”.