Arapongas

"Outros agentes públicos são investigados", diz promotor

Investigação apura possível esquema de corrupção de policiais na 22ª SDP de Arapongas.

Da Redação ·
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"Outros agentes públicos são investigados", diz promotor

Uma investigação comandada pelo Ministério Público apura o funcionamento de um possível esquema de corrupção de policiais na 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, que supostamente receberiam propinas mensais para não atuarem no combate ao jogo do bicho na cidade. A operação foi iniciada em setembro de 2020 e cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (05).

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Segundo o coordenador do Gaeco Londrina promotor Jorge Fernando Barreto da Costa, foi apreendido um celular em Astorga, na casa do investigador que atuou em Arapongas. Já em Londrina, na residência do delegado aposentado, nada foi apreendido. “Realizamos as diligências nas duas cidades, mas em Londrina, não encontramos o investigado na residência, por essa razão, nenhum material foi apreendido. O antigo delegado e o investigador são apontados por avisar e até mesmo proteger os contraventores dos jogos de azar na cidade. Agora, aguardamos eles serem intimados pelas autoridades para que possam ser ouvidos”, disse.

Ainda de acordo com o promotor, a investigação chegou até o delegado aposentado e o investigador em virtude de um celular apreendido na primeira fase das investigações. “Em 2020, na primeira fase da operação, apreendemos o celular de uma funcionária pública municipal de Arapongas. Ela seria encarregada de manter contato com os contraventores para receber a propina que seria dividida entre os integrantes do esquema, inclusive o então delegado-chefe da 22ª SDP. Através de mensagens interceptadas no celular dela, pudemos chegar até estes investigados. A participação dela no esquema também está sendo investigada”, contou o promotor.

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“Continuamos realizando diligências e contamos ainda com a identificação de outros agentes públicos envolvidos no esquema e outros possíveis intermediários nesse caso”, revelou o coordenador do Gaeco.

Durante a operação realizadaem 2020, foram presos o ex-presidente da Câmara Municipal, Osvaldo Alves dosSantos, o Osvaldinho, e um contador, ambos investigados por lavagem de dinheiro de origem ilegal. Segundo o MP, os dois estão denunciados e seguem sendo investigados e cumprem prisão cautelar domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

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