Arapongas

Mato põe em risco usuários da BR entre Apucarana e Arapongas

Usuários da BR 369 e empresas instaladas nas margens da rodovia dizem que desde o fim dos pedágios o DNIT tem descuidado das roçagens no trecho

Da Redação ·
O mato alto prejudica a visão das placas de sinalização e coloca em risco os usuários da rodovia
fonte: Sérgio Rodrigo/TNonline
O mato alto prejudica a visão das placas de sinalização e coloca em risco os usuários da rodovia

Quem trafega pela BR 369 entre Apucarana e Arapongas tem percebido o avanço do matagal nas margens da rodovia. Em muitos pontos, o mato dificulta a visão das placas de sinalização e põe em risco os usuários, principalmente nos vários pontos de retorno ao longo do trecho.

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Algumas empresas têm feito por conta a limpeza das margens da rodovia como forma de amenizar o problema. É o caso do Posto Carajás, localizado na margem esquerda da rodovia, em Aricanduva, sentido Arapongas. Graciela Rover, funcionária da empresa, informa que há tempos o mato vem incomodando, a ponto de a empresa ter que contratar terceiros para fazer a limpeza. “O mato impede que as nossas placas sejam visualizadas com facilidade pelos motoristas”, explica. O posto de combustíveis fica num trecho duplicado, com as pistas separadas por um canteiro central. “Mas o mato cresceu e até já esconde a vala que existe entre os guardrails”, comenta.

Graciela, que mora em Apucarana, faz o trecho diariamente e tem percebido o mato avançando nas margens da rodovia, prejudicando sinalização e até escondendo pontos de ônibus. “Faz tempo que não vejo trabalho de roçagem e limpeza no trecho”, afirma.

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Outro usuário da BR 369 é Jurandir Hibles de Miranda, caminhoneiro residente em Arapongas. Ele lembra que há alguns dias viu as equipes limpando as margens da rodovia próximo da Havan e na região de Londrina. Eu imaginava que já viessem para cá, mas nada”, disse. Segundo ele, o mato alto coloca em risco todos os usuários. “As placas ficam escondidas”, ressalta. Jurandir dirige um caminhão plataforma, guincho e percorre a região diariamente. “Precisam cuidar melhor disso. Tem lugar que a gente nem enxerga direito os retornos da rodovia, de tanto mato”.

Tiago Lanier Munhoz é um dos proprietários de uma indústria de estofados e colchões na margem esquerda da rodovia, sentido Arapongas. A indústria é uma das empresas instaladas no Parque Industrial 5, de Arapongas, na rua Andorinha do Rio. Para ele, a situação é preocupante, colocando diariamente dezenas de pessoas em risco.

A rua onde fica a empresa é paralela da BR, bem em frente a um dos pórticos de entrada em Arapongas. Entre a rua e a BR, está instalada ainda, a ferrovia. E entre todas essas estruturas, o mato toma conta a ponto de ficar difícil de ver a empresa a partir da rodovia. O empresário lembra que todos os dias os caminhões e carros de funcionários e clientes se arriscam ao sair da rodovia e ter que cruzar a ferrovia para chegar na empresa. “Não dá para ver nada, de tanto mato”, diz.

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A empresa tem 30 funcionários e uma pequena parte deles utiliza a BR para ir ao trabalho diariamente. Mas o local é dos mais movimentados. Tiago lembra que naquela região tem sete conjuntos habitacionais e centenas de moradores usam diariamente esse acesso para os bairros. “O perigo ali é muito grande e aquele mato dificulta muito, inclusive quem precisa fazer o retorno”, afirma.

A reportagem fez contato com o DNIT para obter informações sobre os trabalhos no trecho, mas não obteve retorno.

Nesta segunda-feira (14), o DER lançou um número de telefone 0800 para os usuários das rodovias do Anel de Integração possam chamar gratuitamente socorro  de guincho mecânico e socorro mecânico. o DER informou que disponibilizou o número 0800-400-0404 para o atendimento de usuários das rodovias federais e estaduais do antigo Anel de Integração em casos de acidentes, pane, quedas de carga, animais na pista, materiais na pista, buraco no pavimento, entre outros.