Arapongas

Jogo do bicho: Gaeco denuncia grupo envolvido em Arapongas

Seis pessoas investigadas na Operação Arapongas foram denunciadas.

Da Redação ·
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Jogo do bicho: Gaeco denuncia grupo envolvido em Arapongas

O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia nesta segunda-feira, (30), contra seis pessoas investigadas na Operação Arapongas, que apura a exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro na cidade.

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A denúncia elenca seis crimes, com diferentes participações dos envolvidos: organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, obstrução da justiça e lavagem de ativos.

Entre os denunciados, estão um delegado aposentado da Polícia Civil – que seria um dos coordenadores do esquema criminoso e teria praticado, entre outros delitos, corrupção passiva e ocultação de elementos probatórios – e uma ex-servidora da 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, que teria recebido propinas mensais para dificultar o combate ao jogo do bicho na cidade.

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Também foi denunciado o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Arapongas Osvaldo Alves dos Santos, o Osvaldinho, acusado de atuar como chefe do esquema de exploração da contravenção do jogo do bicho. Ele seria o responsável pelo fornecimento de “máquinas para a feitura dos jogos ilegais para os estabelecimentos comerciais, contratar os prepostos que atuam na exploração do jogo, ordenar pagamentos e transações financeiras, bem como por determinar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos com o objetivo de facilitar a prática da contravenção”. Ao todo, ele controlaria 257 pontos de apostas do jogo do bicho.

Segundo o promotor de Justiça Leandro Antunes Machado, do Gaeco de Londrina, tanto o delegado aposentado quanto parte de sua equipe da delegacia, promoveram obstrução de justiça, retirando documentos importantes da casa do investigado. "Durante as investigações foi apurado que o ex delegado e outras pessoas ligadas a ele efetuaram a retirada de documentos e materiais importantes da casa do investigado, com isso, ficou comprovada a obstrução de justiça de foram todos denunciados pelo crime previsto na lei de organizações criminosas", explicou o promotor.

Marcos Prochet Filho, advogado de defesa do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Arapongas Osvaldo Alves dos Santos, o Osvaldinho, informou que, até o momento, seu cliente não foi formalmente citado acerca do oferecimento da acusação, e se manifestará somente no processo, caso a denúncia venha a ser recebida pelo Poder Judiciário, o que não ocorreu até então.

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Investigação

A Operação Arapongas foi deflagrada em setembro de 2020 para apurar o funcionamento de um possível esquema de corrupção de policiais na 22ª Subdivisão Policial de Arapongas. Em sua comunicação, o grupo denominava a propina como “costuras, blusas ou encomendas”, e o bicheiro era chamado de “costureira”. Além disso, há indícios de fornecimento de informações sigilosas para o grupo criminoso por agentes da Polícia Civil.

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