Arapongas

Feira do polo moveleiro projeta movimentar R$ 650 milhões

20 mil visitantes são esperados no Expoara em Arapongas nos quatro dias de evento na próxima semana

Da Redação ·
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fonte: Reprodução

Um dos maiores eventos do setor moveleiro do Brasil, a Movelpar 2022 será aberta na próxima segunda-feira (16) no Expoara – Centro de Eventos em Arapongas, com expectativa de movimentar cerca de R$ 650 milhões em negócios. O número é 30% maior na comparação com a última edição em 2019.

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Renomeada em 2022 de “Movelpar Show”, a feira será realizada até quinta-feira (19), com funcionamento dos estandes das 12h às 19h no Expoara. O evento, que estava previsto para ocorrer em 2021, foi adiado por conta da pandemia de Covid-19.

Realizada desde 1997, a feira volta após a pandemia em novo formato. Organizada pela Yes Eventos, a Movelpar promoverá mudanças no layout dos expositores. Ao invés dos tradicionais estandes personalizados, as empresas participantes vão expor seus produtos em espaços abertos identificados por totens.

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“A mudança garante mais economia às empresas, que não terão preocupação com a montagem dos estandes. Assim, os expositores podem voltar o foco totalmente para os produtos e as vendas. Com esse formato, não teremos mais aqueles estandes faraônicos do passado e os atores principais da Movelpar serão os móveis”, afirma o empresário José Lopes Aquino, presidente do Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas (Arapongas), parceiro do Expoara no evento.

A edição de 2022 contará com a exposição de mais de 100 indústrias moveleiras de vários estados e com a presença de lojistas de todo país e do exterior. A expectativa é receber mais de 20 mil visitantes nos quatro dias de feira.

A data de realização, segundo o presidente do Sima, foi acertada. “A Movelpar será realizada logo após o Dia das Mães, quando os estoques dos lojistas estão reduzidos e eles estão iniciando as suas compras. Por isso, a expectativa é de uma boa visitação e a possibilidade de alcançar um número de vendas em peças parecido com 2019, mas com um faturamento 30% maior”, afirma o presidente do Sima. Em 2019, a movimentação financeira fechou em R$ 500 milhões com as vendas na feira e também o chamado pós-venda.

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Aquino afirma que o segmento de móveis vive um momento de “acomodação”, no sentido de reorganização após as turbulências na pandemia de Covid-19. “De março a abril de 2020, houve uma parada brusca na produção. No entanto, no segundo semestre daquele ano, aconteceu uma retomada forte da demanda. Por outro lado, acabou ocorrendo uma ruptura na cadeia produtiva, com falta de matéria-prima e o crescimento dos preços de modo geral”, afirma.

Em 2021, o setor começou a registrar um retorno aos patamares de 2019. “Agora, estamos confiantes em retomar o crescimento dos negócios”, avalia. Segundo ele, a Movelsul, outro evento importante do setor no país, já mostrou essa tendência de alta. A feira ocorreu em março na cidade de Bento Gonçalves (RS).

O empresário araponguense Irineu Munhoz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), mostra otimismo. Segundo ele, o setor está com expectativa de crescimento.

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Para a Movelpar, a Abimóvel irá trazer o Projeto Comprador, que tem como foco as vendas externas. “Vamos trazer compradores de 10 a 12 países para a edição deste ano”, assinala.

As exportações representam, segundo o Sima, mais de 10% do faturamento do segmento. Em 2021, as vendas externas aumentaram 90% em relação ao ano anterior, girando em torno de US$ 61,8 milhões contra US$ 32,5 milhões em 2020.

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Crescimento na pandemia

Enquanto a maioria dos setores sofreu com a pandemia de Covid-19, o segmento de móveis cresceu. As fábricas aumentaram a produção e o número de vendas foi alto. O quadro só não foi melhor por conta dos problemas na cadeia produtiva, com a falta de matéria-prima.

O empresário Carlos Eduardo Tudino, dono de uma fábrica de estofados com 80 funcionários em Arapongas, explica que, com o isolamento, as pessoas decidiram trocar os móveis. “Muita gente percebeu o sofá rasgado ou outro móvel mais desgastado e decidiu trocar”, diz Tudino. Com as vendas online, esse público foi às compras e encontrou o setor moveleiro preparado para e-commerce.

O empresário araponguense Irineu Munhoz, presidente da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), afirma que o volume de venda foi significativo na pandemia. “O começo foi arrasador para o setor, mas com o isolamento em casa as pessoas decidiram mudar o mobiliário. Além disso, sem poder sair para festas ou viagens, elas estavam com alguns recursos disponíveis para esse tipo de investimento”, explica.

Após retomar aos padrões de 2019, a expectativa agora é de aumento de vendas, com a volta das feiras. “As pessoas estão ávidas por experimentar os estofados, visualizar as novidades. Estamos confiantes”, diz.

Por, Fernando Klein