Dois suspeitos de tráfico de drogas são presos no bairro Columbia em Arapongas
Prisões ocorreram em segunda fase de operação da PC-PR e GM contra a prática do crime nessa região da cidade

A 22ª Subdivisão Policial (SDP) e a Guarda Municipal de Arapongas (GMA) deflagraram, nesta sexta-feira (3), uma nova fase da operação contra o tráfico de drogas no bairro Columbia. A ação cumpriu mandados judiciais e resultou na prisão de dois suspeitos de integrar a organização criminosa responsável pela venda de entorpecentes na região. A mobilização desta sexta é um desdobramento direto da ofensiva iniciada no final de junho, que começou a desmantelar um esquema que aterrorizava os moradores há cerca de duas décadas.
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Durante as diligências, as equipes policiais cumpriram dois mandados de prisão preventiva contra homens de 19 e 32 anos, que já possuíam antecedentes criminais. Além das ordens judiciais por tráfico e associação para o tráfico, um dos alvos foi autuado em flagrante após a localização de um tablete de maconha. Ambos permanecem detidos e à disposição do Poder Judiciário.
Segundo a PC-PR, a continuidade das prisões tem como objetivo desarticular por completo a rede criminosa atingida em sua base estrutural e financeira na primeira fase da operação, realizada no último dia 23 de junho. Naquela data, as forças de segurança prenderam cinco pessoas — incluindo a mulher apontada como líder da quadrilha — e apreenderam aproximadamente dois quilos de entorpecentes, entre crack e maconha prontas para a comercialização.
A investida do final do mês passado revelou o alto nível de organização do grupo no bairro Colúmbia 4. O local funcionava como uma verdadeira fortaleza, com o trânsito de vias bloqueado por barricadas e cercas. Para tentar escapar de flagrantes, os criminosos operavam um sistema integrado de câmeras de segurança e sirenes, que alertavam traficantes e usuários sobre a aproximação de viaturas. Todo o equipamento de vigilância foi arrancado e apreendido por ordem judicial.
Além do cerco tático nas ruas, a investigação mira o núcleo financeiro da organização. Na primeira fase, os agentes já haviam apreendido veículos e iniciado o processo de confisco dos bens da chefe do grupo. Segundo a polícia, a suspeita utilizava comércios de fachada, como um açougue e lojas de conveniência, para tentar mascarar a origem do dinheiro obtido com a venda de drogas. O sucesso contínuo do trabalho de inteligência na região reforça o empenho das forças de segurança em pacificar áreas complexas, contando fortemente com o respaldo das denúncias anônimas feitas pela população.
