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Comércio de Arapongas se recupera no Natal, mas fecha 2020 em queda

Da Redação ·
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fonte: Divulgação ACIA
Comércio de Arapongas se recupera no Natal, mas fecha 2020 em queda

A crise financeira gerada pela pandemia do novo coronavírus fez os negócios a prazo no comércio de Arapongas recuarem de forma acentuada no ano passado. Mas o último trimestre trouxe sinais claros de retomada nas vendas.

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De janeiro a dezembro de 2020 as consultas ao SCPC (o maior banco de informações creditícias e cadastrais do País), realizadas pelas lojas de Arapongas, desceram 19,57% na comparação com 2019: de 92.932 análises ao SCPC para 74.748.

O período mais crítico ocorreu entre janeiro e maio. A chegada da Covid-19 engoliu 38,25 pontos percentuais das vendas a prazo nas lojas de Arapongas. De 43.301 consultas feitas em 2019, o índice despencou para 26.742 em 2020.

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Essa asfixia durou até 31 de maio. Depois disso, as lojas puderam enfim respirar. O tombo já não foi tão pesado entre junho e setembro (-9,86%): 30.001 consultas em 2019 contra 27.045 em 2020.

Aceleração

Outubro e novembro se tornaram o marco da recuperação. Pela primeira vez, desde o início da pandemia, o varejo superava, mesmo que por pouco, os resultados do ano anterior: 13.035 contra 13.015.

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E dezembro trouxe com um crescimento ainda mais forte: 8,98%. Do dia 1º ao dia 31, as lojas de Arapongas fizeram 7.966 consultas ao SCPC - contra 7.309 em 2019.

Primeiras impressões de 2021

Os 12 dias iniciais de 2021 indicam vendas a prazo praticamente estáveis, com leve descida de 1,72%: foram agora 1.775 consultas contra 1.806 na mesma época de 2020.

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“Podemos analisar essa desaceleração a partir de vários fatores”, diz a gerente-administrativa da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia), Elizabeth Liberato. “As lojas começaram o ano passado com grandes liquidações, pois o Natal de 2019 não havia sido tão bom”, fala Elizabeth.

“Acreditamos que outro motivo seja o fim do auxílio emergencial. Isso pode ter afugentado um pouco o consumidor.”

De qualquer forma ainda é muito cedo, afirma Elizabeth, para cravar se esse ano será tão desafiador quanto 2020. Mas de uma coisa, o empreendedor não pode abrir mão: o cuidado na hora de oferecer crédito para os clientes.  

O fim do auxílio emergencial e a chegada das corriqueiras contas do início de ano - IPVA, IPTU, matrículas e materiais escolares etc. – vão espremer ainda mais a renda das pessoas.