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    Comércio de Arapongas se recupera no Natal, mas fecha 2020 em queda

    Comércio de Arapongas se recupera no Natal, mas fecha 2020 em queda
    Foto por Divulgação ACIA
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 13.01.2021, 18:05:29 Editado em 13.01.2021, 18:05:48
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    A crise financeira gerada pela pandemia do novo coronavírus fez os negócios a prazo no comércio de Arapongas recuarem de forma acentuada no ano passado. Mas o último trimestre trouxe sinais claros de retomada nas vendas.

    De janeiro a dezembro de 2020 as consultas ao SCPC (o maior banco de informações creditícias e cadastrais do País), realizadas pelas lojas de Arapongas, desceram 19,57% na comparação com 2019: de 92.932 análises ao SCPC para 74.748.

    O período mais crítico ocorreu entre janeiro e maio. A chegada da Covid-19 engoliu 38,25 pontos percentuais das vendas a prazo nas lojas de Arapongas. De 43.301 consultas feitas em 2019, o índice despencou para 26.742 em 2020.

    Essa asfixia durou até 31 de maio. Depois disso, as lojas puderam enfim respirar. O tombo já não foi tão pesado entre junho e setembro (-9,86%): 30.001 consultas em 2019 contra 27.045 em 2020.

    Aceleração

    Outubro e novembro se tornaram o marco da recuperação. Pela primeira vez, desde o início da pandemia, o varejo superava, mesmo que por pouco, os resultados do ano anterior: 13.035 contra 13.015.

    E dezembro trouxe com um crescimento ainda mais forte: 8,98%. Do dia 1º ao dia 31, as lojas de Arapongas fizeram 7.966 consultas ao SCPC - contra 7.309 em 2019.

    Primeiras impressões de 2021

    Os 12 dias iniciais de 2021 indicam vendas a prazo praticamente estáveis, com leve descida de 1,72%: foram agora 1.775 consultas contra 1.806 na mesma época de 2020.

    “Podemos analisar essa desaceleração a partir de vários fatores”, diz a gerente-administrativa da Associação Comercial e Empresarial de Arapongas (Acia), Elizabeth Liberato. “As lojas começaram o ano passado com grandes liquidações, pois o Natal de 2019 não havia sido tão bom”, fala Elizabeth.

    “Acreditamos que outro motivo seja o fim do auxílio emergencial. Isso pode ter afugentado um pouco o consumidor.”

    De qualquer forma ainda é muito cedo, afirma Elizabeth, para cravar se esse ano será tão desafiador quanto 2020. Mas de uma coisa, o empreendedor não pode abrir mão: o cuidado na hora de oferecer crédito para os clientes.  

    O fim do auxílio emergencial e a chegada das corriqueiras contas do início de ano - IPVA, IPTU, matrículas e materiais escolares etc. – vão espremer ainda mais a renda das pessoas.  

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